quinta-feira, 26 de junho de 2014

O Maraca azul: Allez, les bleus!


Mais uma vez, pude conferir a festa no Maraca. Agora o duelo foi entre Equador e França. E por mais que eu queira que essa Copa vire uma Copa América... minha turbulenta relação com a França falou mais alto. Aquele país que vivi por 5 meses, que sofri a vida toda para tentar falar o idioma (e ainda sofro),
mas que me deu amigos maravilhosos e momentos inesquecíveis. Impossível resistir, como foi impossível não me emocionar ao cantar o hino (que aprendi no colégio nas aulas de francês), ao ver aquela torcida apaixonada. Tão franceses, mas tão franceses, que discutiam e brigavam entre si.

Como da outra vez, não sentei no meu lugar. Tinha até uma excelente cadeira, categoria um (presente de um querido amigo), mas preferi ficar com a minha mãe e minha irmã, ali na muvuca. O mais próximo que dá hoje para ser uma arquibancada do Maraca. Aliás, fica aquela sensação boa: podem tentar, mas não vão conseguir doutrinar como querem o torcedor. Por mais que tentem, ainda resta um ar de "bagunça", de futebol relaxado, de domingo. Procuram de todas as formas elitizar nosso Maraca: mas ainda temos uma resistência. Me sentia assim desrespeitando o lugar marcado, já que não fui ao cinema ou ao teatro: eu tava no estádio! Eu quero arquibancada! Sentei entre um equatoriano e um grupo de franceses, que estavam beeeeem animados. Disseram que ficavam até o dia 11 de julho no Rio, e não iam para nenhuma outra cidade porque aqui tava bom demais. 

Achei a torcida equatoriana muito parecida com o Brasil no que acho chato de nós: aquela única música sem graça (inclusive no mesmo ritmo) e repetida milhões de vezes. E o tal "Sí, se puede!" ainda me parece estranho para ser um grito de estádio, mas... Cantar o hino francês também tem sido uma grande polêmica. Mas ele continua sendo um dos símbolos da torcida no estádio, e para quem tá lá pela festa da Copa, emocionou mais que os hermanos.

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O jogo em si foi sem graça. Algumas boas chances para os dois lados, mas nada de muito emocionante. Acho que muitos foram como eu, na expectativa de uma nova goleada francesa. Confesso que tenho uma certa implicância com o Equador ter se classificado ganhando só na altitude de Quito. Mas implicância mesmo tinham os tricolores, que pareciam que torciam pela França como se fosse a final da Libertadores, a vingança! 


E, mais uma vez, o momento mais emocionante foi a torcida brasileira puxando o "Domingo... eu vou ao Maracanã!". Não tem nada igual! Ainda mais as quatro grandes torcidas cariocas juntas entoando esse grito e se matando no final com o nome do seu time. Expliquei aos equatorianos e franceses o que significava aquilo e eles se divertiram. Acharam lindo que a gente fosse ao estádio honrar nossos clubes. 

Valeu a festa, valeu, mais uma vez ter participado de uma Copa do Mundo. Ver os torcedores estrangeiros e a alegria de estar ali, no Maraca, numa Copa... é um sentimento único. Quero mais e muito mais!

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