segunda-feira, 30 de junho de 2014

Livro novo na praça!

Nossa querida Lulu bacalhau nãoparanãoparanãoparanão!
Hoje ela saiu no Ancelmo falando de seu novo livro!

Parabéns, Livia! Em breve, quando o livro for lançada, divulgaremos como vocês podem fazer pra comprá-lo.

Abaixo o texto que foi publicado também aqui.

Vem aí um livro que questiona esta espécie de mantra da esquerda de que o futebol, nas mãos de um regime ditatorial, é usado apenas para manipular as pessoas. “Essa ideia é simplista. O futebol é muito mais profundo do que isso”, garante a historiadora Lívia Magalhães, da UFF, cuja tese de doutorado, “Com a taça nas mãos: sociedade, Copa do Mundo e ditaduras no Brasil e na Argentina”, vai virar livro pela Editora Lamparina mês que vem.

Ela analisou a Copa de 1978, vencida pela Argentina, que à época vivia uma ditadura comandada pelas duras mãos do general Jorge Rafael Videla, e a Copa de 1970, no México, vencida pelo Brasil em plena ditadura do general Médici.

Em ambos os casos, quem decidia torcer pela seleção de seu país corria o risco de ser acusado de apoiar a ditadura.

— No caso da Argentina, sede do Mundial, houve muito espaço para denúncias contra o governo. A seleção da Holanda, por exemplo, sabia do que se passava e decidiu ir à Praça de Maio conhecer a luta das “madres”. A Argentina virou notícia mundo afora. Isso foi importante — avalia.

A professora reforça que a seleção foi usada politicamente, mas chama a atenção para a discussão que isso gerou na sociedade: torcer ou não por Pelé & cia.? Além disso, conta ela, a Copa de 1970 deu alívio a alguns presos políticos.

— Na hora dos jogos, todos paravam para assistir. Isso deu alívio a quem estava preso, eles podiam sair do cotidiano de tortura. Precisamos ampliar a visão de que o futebol é manipulado como se todos fossem fantoches. É algo mais profundo do que isso.

Lívia colheu relatos sobre uma relação até amistosa entre torturadores e torturados na Argentina de 1978.

— Na hora do gol, alguns se abraçaram para festejar.

No livro, ela fala também da polêmica saída do técnico João Saldanha.

— Ele era polêmico, brigou com muita gente. Na preparação para a Copa, a equipe teve uns resultados negativos, como um empate com o Bangu e uma derrota para a Argentina. A questão política pesa, mas não foi determinante para a saída dele — afirma.

Aliás, naquela época, o saudoso João sem Medo chegou a dizer que Pelé não teria condições de jogar a Copa. Mas aí é outra história...

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