quarta-feira, 25 de junho de 2014

E segue a Copa

Mais um campeão mundial sai de cena e, com a classificação da terrível Grécia, fomos conversar com uma astróloga para entender como mercúrio retrógrado pode estar afetando os resultados desse torneio.

Mentira. Não fomos conversar com ninguém. 

(Mas mercúrio realmente está retrógrado, caso alguém se interesse. Não? Ok.) 

Ao contrário da Costa Rica, que virou ilustração do verbete zebra no dicionário dos especialistas, a Grécia apresentou um futebol bem fraquinho em todos os jogos. Só que justiça no futebol é bola na rede, então... o time de Kone despachou Drogba pra casa um pouco mais cedo e evitou o duelo das Costas. 

As piadas seriam infinitas, eu sei. 

A Itália sofreu destino semelhante. Eu sei que muitos adoram os uruguaios. Eu também, mas não no futebol. De todas as coisas que não consigo celebrar naquele grupo, o destempero e a instabilidade de Luis Suárez estão no topo da lista. 
Definitivamente não entendo como ainda conseguem dizer que ele age por instinto quando tem uma ficha corrida desde os 15 anos de idade, de quebrar nariz de juiz com cabeçada a 3 mordidas (e duas suspensões até agora) em adversários. 

Quando eu digo que estamos diante de uma crise de heróis, ele é um grande exemplo do que quero dizer. 

Joga muito? Sim. Mas precisa de acompanhamento psiquiátrico. E não me contem histórias tristes sobre sua infância, ou sobre o seu romance com a esposa, porque nada disso o isenta do seu comportamento desprezível. 

"... este é um campeonato de futebol, e não de moralismo barato.", disse o técnico da Celeste. Pois é. Como disse o artigo do NY Times que mencionei no meu outro texto, ser correto talvez não seja uma boa estratégia de jogo. 

Eu, pelo menos, lamento. E torço para que Suarez seja suspenso e fique de fora da Copa, pra que seu time seja devidamente eliminado pela Colômbia. 

Por falar em Colômbia, como não se emocionar com Mondragón entrando em campo para bater o recorde de jogador mais velho a disputar um jogo de Copa do Mundo? =')

Assim como a Holanda, o time de Armero (melhores comemorações, inclusive) garantiu seu lugar na próxima fase com 9 pontos em cima do Japão. Pelo menos aqui não houve nenhuma surpresa desagradável (Desculpa, Zico, mas não curto esse time). 

Hoje Argentina e França farão os seus terceiros jogos e podem garantir, também, mais 3 pontos. Eu torço pelos dois, embora não ache o time de Messi forte o suficiente pra merecer chegar a uma final, por exemplo. 

Confesso que minha preocupação maior está nas disputas de amanhã, especialmente no grupo da Alemanha. Portugal, ao empatar com os EUA, adiou o inevitável e bagunçou o coreto pra todo mundo. Um empate passa alemães e Klinsmann, além de levantar diversas polêmicas e questões éticas. Uma vitória de Gana, o melhor representante africano na disputa pela taça, mantém o time vivo na competição. Afinal, e se não rolar empate? 

Entre Alemanha e EUA, desculpa, Klinsmann, mas: fica Hummels! (Brinks, mas eu realmente prefiro a Alemanha).

Com tanto jogo e tanta análise sendo feita por aí, eu vou poupar vocês de terem de ler mais análises por aqui também. Aliás, também me abstenho de chutar placar, não curto bolões. Mas, em uma Copa em que parece ser moda diminuir as supostas zebras e encher a boca pra falar que "eu nunca acreditei nesse time" toda vez que um suposto favorito cai, eu insisto na minha torcida. 

Posso estar errada? Claro. Quem nunca? (Ainda mais agora, né mercúrio?) 

Mas tranquilo, eu não tenho vergonha de admitir que errei. Afinal, se tem uma coisa que essa Copa tem apresentado em campo são times dispostos a morrer atirando. 

E isso tem passado por cima de muita história, muita tradição. 

Vai ser difícil me despedir de você, Copinha linda. 

Enquanto isso, torço pra que a coisa mais esquisita do dia seja a classificação do Irã. 

E allez les bleus, pra não perder a oportunidade. 



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