quinta-feira, 21 de março de 2013

Entre receitas, hinos e rodízio de técnicos.


Surpreso, ninguém ficou.  Com a demissão do Gaúcho, claro. Sobre a derrota, vou me poupar aqui, tudo bem?

A teimosia do técnico em manter um time que não dava certo, sem tentar inovar, procurar outros caminhos, realmente não terminaria bem. Mas também me pergunto: que outros caminhos seriam esse?

Numa entrevista sobre a demissão de Gaúcho, René Simões fez uma comparação entre o cozinheiro de seu restaurante e o técnico. Bom, vou dialogar na mesma lógica e minha metáfora vai num ambiente que entendo mais, a educação. Pensemos, então, no assunto dos momento: as redações do ENEM sobre o hino do Palmeiras e a receita de miojo.

No facebook, li muitos comentários sobre a capacidade dos profissionais que corrigiram as provas. De que a educação brasileira é um lixo porque nossos professores são um lixo, ora. A lógica simplista –e, claro, injusta- que acalma os gritos, mas não resolve nada.

Não quero entrar aqui na questão do sentido destas redações, nem na qualidade dos jogadores vascaínos ou sua vontade de jogar. Minha metáfora procura trazer outro problema: a arte de culpar sempre quem está mais visível, sem se preocupar com toda a estrutura que está por trás. O MEC poderia se inspirar na diretoria vascaína e demitir todos os professores que corrigem as redações. E, no ENEM seguinte, o fariam novamente, já que o problema não seria resolvido assim. Como não é no Vasco. Minha metáfora aqui quer a resposta para uma pergunta simples: quantos técnicos mais vão cair até o clube resolver parar com a palhaçada e olhar seus problemas de fato? Parece que ainda vamos aprender muitas receitas e cantar outros hinos por aí.

Um comentário:

  1. perfeito, Livia. Mas, que tal um super post expondo estes defeitos??

    Apesar de discordar dessa lógica de rodízio de técnicos, adorou que o Autuori foi chamado? Eu estaria animadíssima! Além de ser foda está indo mais pela paixão do que pelo dinheiro (dizem hehehe)

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