quarta-feira, 27 de março de 2013

Então é Natal

Foi assim que me senti quando recebi a mensagem da Lívia hoje, me contando que minha carta tinha sido entregue.

Mas se eu contasse a história desse jeito, começando pelos finalmente, ela certamente não teria tanta graça.

Então fiquem comigo um pouco. Juro que não será tanto. Talvez não seja suficiente pra que vocês entendam o que esse dia foi/está sendo pra mim, mas vou arriscar.

Quem sabe? Fazia um tempo já eu vinha recebendo mensagens de pessoas ao meu redor indo ao jogo do Zico, estando no camarote sei lá o que com o Zico, ou indo entrevistar o Zico (tá, nesse caso só a Lívia mesmo) e eu me sentindo cada vez mais distante do sonho de eu mesma estar na presença do único camisa 10 que interessa.

Certa vez eu até fugi de uma reunião só pela possibilidade de estar perto do Zico e nem assim eu consegui chegar perto dele o suficiente pra engasgar morrer gritar eu te amo chorar que nem criança dar um oi. Apaga essa parte, vai que lembram que dia foi esse e resolvem me julgar por esse breve momento de insanidade?

Mas dessa vez a oportunidade era maior. Mais do que apenas conhecê-lo e poder ser patética ao vivo (sim, eu seria vergonhosamente patética), havia a oportunidade de entregarmos uma cópia do nosso livro a ele em mãos.

Zico.

Nosso livro.

Algo definiria um momento mais fuck yeah do que isso?

Não, claro que não. Nem adianta argumentar, qualquer argumento será invalidado automaticamente.

Mas eu não tinha um livro comigo. Ok, a vascaína (abençoada seja) tinha. Posso assinar? Pode, mas como? Calma. Vou escrever uma carta.

Isso. Vou escrever uma carta.

Pro Zico.

Merda. O que você escreve pro Zico?

Fiquei três dias com isso na cabeça. O que vocês escreve pro Zico?

Peguei papel e caneta. Isso mesmo, esquema roots de escrevinhar coisas. Olhei pra bendita folha branca, respirei fundo e escrevi de uma vez só. Sem pensar mais do que o normal, sem rasurar, sem rascunho, valendo.

Ficou bom?

Sei lá.

Ficou honesto.

Era aquilo.

Eu explicando pro Zico porque era tão importante pra mim conhecê-lo. E quantas vezes eu poderia ter feito aquilo, mas não rolou.

Carma, sua puta.

Dobrei em 3 partes, entreguei na mão do Conrado, primo da Lívia, e liberei a vascaína curiosa pra ler minhas letrinhas antes de entregá-las.

Tenta dormir sabendo que o Zico vai ler sua carta.

E ganhar uma cópia do teu livro.

TENTA.

EU TE DESAFIO.

Daí que hoje chega no meu Whatsapp assim:

"Ele leu a carta na hora. Sorriu e falou 'nossa, que legal!' E na hora de ir embora, falou: manda um beijo pra Nanda."

Sentei na minha cadeira e chorei copiosamente por uns 30 minutos. Chorei lágrimas pretas de rímel. Deveria ter escolhido a versão à prova d'água, né?

Foda-se.

É o Zico.

O Zico leu minha carta.

E achou muito legal.



4 comentários:

  1. Que demais, Nanda! Parabéns! :D

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  2. Em nome do Fla, do Zico e do Manto Sagrado. FLAmém!

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  3. Muito legal, Nanda. Tô vibrando com vc daqui. =)

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