sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Nada de novo

Quando o assunto é contravenção, os eventos recentes não são novidade. Essa perpetuação, no entanto, não é motivo para não insistirmos na denúncia e na crítica.

No livro "Vida que segue", de Raul Milliet, uma das passagens procura explicitar o humor de João Saldanha como transgressor. Ele cita a final do campeonato carioca de 1971 entre Botafogo e Fluminense.

"Empate sem gols até 43 minutos do segundo tempo. Botafogo virtualmente campeão. Gol ilegal do Fluminense, com o goleiro Ubirajara do Botafogo sendo empurrado a meio metro do juiz José Marçal. Flu campeão. Em seu comentário final, possesso, João Saldanha disse: 'este campeonato foi decidido ali, entre o bebedouro e o mictório. Haja naftalina para tanto fedor'. E tecendo paralelos, como era do seu gosto, concluiu: 'assim o futebol corre o risco de cair novamente nas mãos de contraventores como o senhor Castor de Andrade'."

Pesquisando mais um pouquinho neste mesmo livro, descobri que o próprio Castor de Andrade, a convite da CBD, fora chefe de delegação da seleção brasileira em uma viagem internacional. Aqui pode ser que uma pulguinha incomode um eventual leitor.

Enquanto Castor de Andrade foi um famoso bicheiro, dirigentes e outras figuras de poder no futebol são hoje honrados senhores sem ficha policial. Os criminosos de hoje são mais discretos, talvez à exceção da caricata figura do atual presidente da CBF, e provavelmente não mandam seus capangas às gerais. Sua influência, porém, permanece a mesma.

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