quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Não há como ser simplista

Tipo pra explicar minha ausência. Talvez devesse optar pela versão mais fácil, alegar que pode ter criança lendo esse blog e o tanto de palavrão que eu viria a postar para falar do Flamengo causaria taquicardia a muita vó. Ou talvez sair pela tangente com o desgosto óbvio de ver o time passar por vergonha após vergonha.

A verdade é que nada me parecia legal o suficiente para ser dito. E como não sou jornalista esportiva, abusei do direito de não dizer nada. Daí o longo silêncio.

Até que o amigo Marcelo Hallais me mandou um texto daqueles que dá esperança. Eu sou uma romântica no que diz respeito ao futebol, lamento o ponto em que chegamos. Tenho, sim, baixa tolerância a essa coisa capitalista asquerosa em que os jogadores sacrificam todo amor pela mais valia.

Blablabla, me julguem. Ou digam que é porque sou menina e meninas não sabem do que estão falando.

Enfim.

O texto, escrito por um gringo, fala de um Fla x Flu. Fala das torcidas e da magia da Nação. Impressionado com a torcida do Flamengo, sua paixão e, principalmente, seu tamanho, o gringo foi buscar explicações para tanto.

Achou questões históricas divergentes. Ou complementares, quem sabe? E logo percebeu que não dá pra ser tão simplista quando se está falando de futebol. Os torcedores do Flu não são todos gays, os do Vasco não são todos comedores de bacalhau, os do Bota não são todos chorões e os do Mengão não são todos favelados ladrões.

Uma de suas fontes disse precisar de 272 páginas para explicar o Flamengo.

Na boa? Eu já usei 31 anos e até desisti de entender. É amor demais pra ser posto em palavras.

Fica o texto. (Valeu, Marcelo!)

This is a red and black nation

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