domingo, 29 de julho de 2012

O Reizinho não perde a majestade

Teve jogo ontem, mas eu quero comentar o clássico do meio da semana. Não tive como escrever logo depois do jogo, e talvez esse post não seja tão emotivo por isso. Mas ele será mais reflexivo, e mostra que continuo empolgada e arrepiada com o que vi em campo: Juninho.

O clássico foi bom, agitado (tá, nada espetacular), e tava em jogo também minha companhia: assisti em São Paulo com um amigo que estava comigo na derrota na final da Taça Guanabara para o mesmo Botafogo, em 2009. Concordamos que, em caso de nova derrota, esse clássico não viveríamos mais juntos. Mas nosso Gigante não nos decepcionou.

Bem, alguns jogadores, sim. Éder Luís está irreconhecível. Quem acompanha o blog sabe que ele é meu xodó, mas tá difícil aceitar que ele continue no time. Tivemos que aguentar também a dificuldade do básico: acertar o gol. E o meu antigo desafeto (que já começo a aceitar de volta), Carlos Alberto, mandou aquela bola na trave. Gostei de ver como ele se esforçou, como correu em campo e como briga pra mostrar que quer voltar a ser ídolo. Aquela coisa que torcedor gosta: a camisa tem que ser sempre maior que o jogador.

E acredito que poucos torcedores tem a honra dos vascaínos hoje: Juninho Pernambucano. O Reizinho, minha gente, nos leva às lágrimas. Além de correr o jogo todo, de liderar o grupo, de ser exemplo de caráter e força de vontade... Juninho faz isso:




Fiquei com um nó na garganta. Essa raça é amor à camisa, ao clube, à torcida, ao esporte. Um presente ao futebol, em um época em que abrimos a seção de esportes e vemos tantos exemplos de descaso, de jogadores mais preocupados com o bolso e a fama, e aí aparece Juninho. Claro, também interessado em brilhar e ganhar sua fortuna (ora, por que não?), mas com uma dedicação incrível. 37 anos jogando melhor que muito moleque de 20 e poucos por aí. Mesmo caído, mesmo no chão, Juninho não desiste. E a segurança que ele passa pros companheiros é tanta que Alecsandro não desiste da jogada e espera o passe.

O time precisa melhorar, claro que temos falhas irritantes. Mas a união desse grupo, a raça em campo, e o brilho do Reizinho enchem nossos olhos. Tô nem aí pra adversário em crise, pros outros times. Eu quero mais é esse festa, o merecido reconhecimento para um dos grandes ídolos da nossa história: Juninho, MUITO OBRIGADA! Você merece isso a cada jogo, pra sempre:



4 comentários:

  1. Eu postei isso no facebook na hora do Gol, é um prazer ser vascaíno e ver o Juninho jogar para/pelo Vasco, honrar a camisa e demonstrar amor pelo futebol e pelo time como ele, poucos fizeram....

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  2. Isso mesmo, Bauer, dá orgulho, prazer ver o Juninho honrando a camisa vascaína! E ainda mais orgulho do caráter desse nosso grande ídolo.

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  3. Bom não sou carioca, sou Paulista e gostaria de estar neste blog representando as mulheres paulista que gostam de futebol, assim como você.

    Bjuxxx
    Beatriz

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  4. Beatriz, obrigada por sua mensagem. Vamos te responder por email.

    beijos

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