segunda-feira, 23 de julho de 2012

Homem ao mar!

Ontem comentei no meu Twitter a respeito da qualidade do futebol do Flamengo. A última vez que vi o time se portar de forma tão vergonhosa foi quando a única meta da Gávea era derrubar Cuca.

Quanto mais a diretoria insiste em afirmar publicamente que não há interesse em demitir o comandante à frente do grupo, mais o grupo parece se empenhar em ser imprestável. E, convenhamos, o fazemos com excelência.

Pois Joel, como Cuca em 2009, caiu. E aí fica aquela coisa do tá, e daí?

Assim como buscamos sempre as contratações emergenciais, que parecem servir apenas para calar a boca da torcida, nunca conseguimos contratar técnicos que passem confiança quanto a projetos de longo prazo. Também não sei se a torcida tem essa visão, confesso.

Meu sonho agora era Sampaoli, queria ver um Flamengo com estratégia, aproveitando a base e não sofrendo pra manter o desempenho quando perde uma estrela no time. Mas, né? A torcida quer acreditar em Adriano, porque um Imperador cagado é melhor que um Diego Maurício. Confere, produção?

Desculpa, quem me conhece sabe que eu odeio essa visão simplista. Eu sou capaz de abrir mão do agora se eu conseguir enxergar um futuro. Porque um grupo consistente tem que ter projeto, tem que saber porque está sendo montado e pra onde vai. Prometer Sul-Americana, Libertadores, Carioca invicto, isso é pouco. Eu quero ver um time que entra em campo e não passa vexame.

Vexame dói.

E aí Joel caiu. Daqui a pouco estaremos vendendo Adryan e afins a preço de coxinha, pra um dia sonhar em negociar a volta a preço de caviar. Por enquanto, nos prometem Dorival. Eu sonhei com ele um dia. Mas agora não sei mais.

Queria um pulso firme. E gente séria na diretoria, capaz de mandar a torcida calar a boca se for pra falar merda e gritar e pular pra incentivar o time em campo. E o time corresponder, porque quando somos 12, somos fortes.

Nossa, eu queria tanta coisa... Só não queria essa merda que tá aí.

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