sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

DR no Fla

Tem gente que acha que o ano só começa com o carnaval ou com o BBB. Eu sou daquelas que fica esperando começar a temporada de futebol. Mesmo que seja pré-temporada de Libertadores, ou o Carioca. 

Pois esse ano começa com confusão. Ou com revival de confusão. 

De novo, Luxemburgo se vê na posição de disputar sua permanência no clube contra o astro do time. Ou seria interessante botar aspas nesse ~astro~? Afinal, Ronaldinho embalou a galera muito mais pelo aspecto espetáculo que por qualquer outra coisa. Já Vanderlei... Bem... Esse é uma sombra do grande técnico que um dia já foi. 

A questão é que o Fla já começa o apocalíptico ano de 2012 perdendo Thiago Neves para o Flu e com n polêmicas em torno do elenco. Considerando os 2 últimos anos, é claro que a torcida tem toda razão pra ficar ressabiada. Eu, pelo menos, já estou bem ansiosa pra saber como vão arrumar a merda. Avacalhamos o time que levou a Copinha do ano passado e estamos confiando em um atleta que não fez nem 1/3 do que poderia ter feito. 

Um atleta caro que sequer conseguimos pagar pelos últimos 5 meses. 

E ainda temos que aturar o chilique de um zagueiro horroroso, que larga a concentração para não voltar mais. Ou só eu acho inaceitável que Alex Silva, alguém que atende pela alcunha de Pirulito, se sinta no direito de largar mão do Flamengo? Cadê moral quando uma coisa dessas acontece? 

Fora a polêmica envolvendo a possível volta de Love, que não sei se vale a pena endereçar. Por que fazer o diabo para tentar manter TN7, tricolor doente, em vez de resgatar um flamenguista na Rússia? Não, eu não acredito em amor à camisa por parte de jogador (certo, Emerson? hein, Adriano? falaí, Ronaldo...), mas sei lá. Entre manter em casa um jogador de bico que preferia estar no adversário e trazer alguém que gostaria de estar jogando com você... Bom, me chamem de Poliana. 

Aí voltamos aos problemas de Luxa com Ronaldinho. Parece que essa máquina do tempo funciona mesmo! A diferença é que, da outra vez em que isso aconteceu, tínhamos um tremendo jogador (Romário, amor verdadeiro, amor eterno) e um técnico de verdade. Hoje em dia, nem a polêmica é tão legal. Dá nem pra ficar com o coração partido, dividido, pensando o que seria melhor pro time. Acho que perdemos de qualquer forma, quem quer que fique. 

Pensa só. A preferência do atacante para assumir o grupo é Renight Gaúcho. Sério? A alternativa é Joel. Mesmo? É aquele momento incrível em que você percebe que não tem opção no mercado. São sempre os mesmos nomes, a mesma dança das cadeiras. Se esses caras fossem tão bons (agora, entendam, eu respeito imensamente o Joel e tudo que ele já fez pelo nosso futebol), não estariam zanzando de clube em clube. 

Fora isso, ficamos com basicamente o mesmo elenco, menos as estrelas. De novo, não que isso seja ruim. No amistoso contra o Corinthians, o time reserva entrou bem melhor que o titular. Foi realmente caso pra se refletir.

Não sei vocês, mas eu não vejo amistoso como sinônimo de fazer as coisas nas coxas. Pode ser meu jeito, mas eu sou do tipo que quer ver jogador entrando em campo pra jogar sério. Nem que seja pra livrar meu coração da maldita impressão de que esse vai ser só mais um ano difícil. 

Por enquanto, o único que ainda tem meu amor é o argentino Bottinelli. E Patricia Amorim continua costurada na boca do sapo, numa encruzilhada, com farofa de dendê. 

Ela me ofende em níveis inexplicáveis. 

Eu quero meu Flamengo de volta. 


Um comentário:

  1. Eu também adoraria ver o verdadeiro Flamengo de volta, mas pelo visto o clube está querendo repetir o exemplo do Corinthians ano passado para as coisas estourarem de vez na Gávea!

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