terça-feira, 25 de outubro de 2011

Tudo pelo Flamengo

Todo torcedor tem aquela história pra provar que é o maior apaixonado pelo seu time. 

Pois bem.

Fazia tempo que não conseguia ver uma partida do Flamengo. Aqui em São Paulo é complicado acompanhar time carioca, a não ser que ele esteja jogando contra o Corinthians. Nem o Neymar tem tanto prestígio.

Daí que o último jogo que assisti foi aquele em que Botti fez 2 gols e eu chorei que nem uma retardada, mas faltou tempo pra contar aqui. Um saco.

Então botei na cabeça que esse jogo de domingo eu ia assistir de qualquer jeito. Em homenagem à goleada incrível do primeiro turno, o melhor jogo do Brasileiro com certeza.

Tava almoçando com uma amiga num lugar todo fofo, comidinha orgânica, chás gostosos, então chegou a hora de catar onde haveria transmissão. Recorri aos amigos do Twitter. Vai que ia passar na Globo, né? Mas não. SporTV. Não tenho. Vai num bar. Bom, já expliquei essa parte, né? Então.

Saímos em busca da TV. E achamos. Rápido, até. Atravessamos a rua até um bar vazio, tranquilo, com duas telas gigantes que passavam exatamente o nosso jogo.

Sentamos, pedimos alguma coisa pra beber e a Bia (a amiga) precisou ir ao banheiro. Sem problemas, eu tinha me jogo, tava feliz.

Aí ela voltou e discretamente comentou sua impressão de que estávamos em um bar gay. Lésbico, pra ser sincera. Olhamos em volta. Sim. A informação procedia. Era um bar lésbico. E nós havíamos deixado o telefone na porta. (Até agora não entendi isso, mas ok). Tinha cheiro de fritura e uma trilha sonora horrorosa. Mas tinha o jogo. E eu tinha uma missão clara.

Eu veria aquele jogo.

Então ficamos eu e Bia lá, fazendo a única coisa q poderíamos fazer pra conseguir só aproveitar o futebol. Fingimos que estávamos juntas. Sem beijo, óbvio. (Amiga, você não faz o meu tipo, só isso, tá?) Mas jogando um charme vez ou outra (e rindo da situação, como não?).

Numa boa, o mínimo que o Flamengo me devia era uma vitória. Anularam um gol legalíssimo do Pirulito (maldito), mas aí dizem que deixaram de marcar um pênalti pro Santos. A diferença aqui é só que o nosso gol aconteceu e desvaleu. Eles poderiam facilmente ter deixado de converter. Enfim. Pra mim sempre fica aquela coisa de que se a vítima foi o Neymar é bem possível que não tenha sido nada, porque né? 

Birras à parte, já passou. Saímos tranquilas do bar e eu sem nenhuma impressão consistente da partida, que estava embaçada pra cacete e, pior ainda, sem som. O máximo que consegui ouvir pra acompanhar foi o Tchubirabiron.

Mas vamo que vamo, né? Pra cima deles, Mengão!

OBS.: Ninguém além da gente tava prestando a menor atenção no jogo. Odeio estereótipos, mas olha, fiquei feliz que a galera do bar apostou nesse. ;)

2 comentários:

  1. Fê, acho que vc e as meninas são um pouco injustas com o Neymar. Vi esse jogo (marrom de tudo).
    Além do cara jogar MUITO, apanha o tempo TODO. Direto. E olha a magrelice dele... Não acho que os juizes o protejam, pelo contrário... acho que ainda deixam passar muita coisa.

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  2. Nanda, vocè vai ter que se render a uma internet ultra mega rápida (e cara!) pra acompanhar os jogos sofrendo em casa! Rs

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