domingo, 9 de outubro de 2011

O mundo respira futebol

Cada vez tenho mais certeza disso. Antes eu achava que só em épocas de Copa do Mundo; depois, que só nos países em que o futebol é muito popular. Mas com o passar do tempo -e avançando nos meus estudos-, percebi que o futebol é sempre um dos principais assuntos do nosso tempo. Não importa se a bolsa despencou na Ásia, se a Grécia tá quebrando, se os EUA caminham pro precipício: tudo fica em segundo plano se, por exemplo, Messi fizer um golaço na rodada.

E isso de uma visão global. Se vamos pra uma visão mais regional e local, a coisa só aumenta: quantos de nós teríamos nos importado em abrir a notícia sobre a prisão dos bicheiros se ela não envolvesse o Sheik? Eu, pelo menos, na falta de tempo atual, priorizei as notícias envolvendo futebol. Inclusive nem li nada sobre Steve Jobs: ele por acaso deixou alguma relação com o esporte bretão? Pois é.

E nesses meses por aqui já percebi que a Europa também respira futebol. Tem crise econômica e social? Claro que tem. Mas os jornais ainda publicam na primeira capa o resultado dos jogos e a situação dos principais times. Recebem mais atenção que as orgias do Berlusconi ou o bebê da Carla Bruni. A população está desempregada, protestando... mas os estádios ainda não estão vazios.

E isso tudo tem um lado super positivo pro meu trabalho: muita, mas muita bibliografia sobre futebol! Já comprei vários livros e descobri vários outros acadêmicos que estudam o futebol. Acho até que pra eles é mais normal. No Brasil, quando eu falo que estudo as Copas do Mundo durante as ditaduras civil-militares, normalmente recebo um olhar de surpresa. Aqui, todos acham óbvio que a brasileira estuda futebol, né? Adoro!

Entre os livros recém adquiridos está um sobre o futebol na África do Sul durante o governo de Nelson Mandela. Como este esporte foi um importante fator de unificação nacional e serviu para romper barreiras históricas. Parece bem interessante, e espero ter tempo pra ler logo. Prometo que venho aqui contar pra vocês.

E prometo também comentar mais dessas impressões típicas do olhar estrangeiro.

Um comentário:

  1. Eba! Estou louca para saber dessas histórias! Será que renderiam um filme tipo o Invictus???

    ResponderExcluir