domingo, 2 de outubro de 2011

Alguém explica?

No último post disse que a partida pela Sulamericana seria um "teste de elenco", já que o treinador poupou quase todos os titulares. Está claro que não passamos nesse teste, mostrando que o plantel deveria contar com mais peças de reposição.
O (péssimo) desempenho do time já era esperado, já que precisávamos contar com jogadores do naipe de Marcio Azevedo. O estranho é que a esta altura do campeonato, só os torcedores tenham percebido isso. Pelo menos me parece que, caso o técnico e a diretoria tivessem percebido essa fragilidade, teriam procurado soluções.

Enfim, o esperado era que pelo menos o time titular, que vem sendo muito elogiado e teve algumas apresentações de (muito) respeito, se apresentasse de forma digna neste domingo. Um domingo em que, mais uma vez, a rodada foi boa para nós.

Enfrentamos um time "chato", que marca muito bem e sabe aproveitar os espaços. O atl-go teve, sim, seus méritos, na vitória. Porém, o Botafogo teve seus deméritos, pois com falhas na defesa e inconsistência no ataque, o time parecia ter ido ao Serra Dourada para ver o adversário jogar.

2x0 ficou barato. E isso num momento em que uma arrancada cairia muito bem. Valia a segunda colocação (com um jogo a menos) e uma boa dose de segurança.

No segundo tempo ainda apresentamos um futebol melhor, mas não o suficiente para recuperar o primeiro, que foi totalmente perdido.

Não gostei das mexidas do Caio Junior. Teria colocado o Caio no lugar do Herrera. E não teria tirado o Elkeson, que foi péssimo na primeira etapa, mas melhorou na segunda. E também não teria colocado o Felipe Menezes, que se arrasta em campo, num momento em que precisávamos de sangue.

Infelizmente, esse não foi um daqueles jogos em que um talento individual salvou um apagão coletivo. Parece que estavam todos com os pés trocados, a bola estava quadrada, e ninguém estava interessado em ganhar. Ou melhor, tinha gente interessada em ganhar: os jogadores e o técnico do adversário, que deram um balde de água fria na gente.

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