domingo, 14 de agosto de 2011

Você sabe com quem está falando?

Hoje o Fla jogou contra o Figueirense, na casa do adversário, e abriu o placar com lindos 2 x 0, ambos os gols de Deivid, o artilheiro improvável.

Aí o Figueirense começou a pressionar mais e, com uma zaga que tem Welinton como titular, o Flamengo cedeu o empate.

Ou assim seria se você assistisse só os melhores momentos do jogo, ou se você confia em emissoras predominantemente paulistas para se atualizar sobre o Brasileirão.

Mas a história foi outra...

O protagonista da partida foi Heber Roberto Lopes, árbitro que parece entender que o gramado não é uma democracia em que os jogadores possam ter voz. Foram 6 cartões amarelos para o Fla e nenhum para o Figueira. Só que o rubro-negro não foi mais violento, os cartões foram praticamente todos por reclamação.

O juiz, segundo R10 e Leo Moura, disse que quem falasse com ele levaria amarelo. Famoso "quem manda aqui sou eu". 4 cartões foram concedidos ao Fla nessas circunstâncias.

E olha que teve jogada do Figueirense que poderia ter levado um amarelinho bem digno pela dureza usada pelo jogador, mas tudo bem.

Fred Fagundes, no Papo de Homem, escreveu um texto muito bom sobre a arbitragem com que somos obrigados a nos contentar atualmente. Vale a leitura, mas vou pegar um trechinho interessante, acho que ilustra bem o que aconteceu hoje.

Heber Roberto Lopes (PR)

O Heber Roberto Lopes é o que melhor traduz o estilo brasileiro de arbitragem. Marca muita faltinha em meio de campo e lateral. Contudo, não tem a mesma posição em lances mais cruciais próximos da área. Gosta de enrolar o jogo e é muito espalhafatoso em seus gestos.
Heber tem posturas distintas dependendo do resultado do jogo. Quando o mandante está ganhando, mantém o estilo chato de marcar qualquer coisa longe do gol. Quando o visitante sai na frente, faz de tudo para arranjar o empate. Inverte faltas e empurra o visitante para o campo de defesa.
Conclusão: juiz de empate.

Ao contrário do que alguns parecem ter entendido, não acho que a intenção tenha sido favorecer o Figueirense ao prejudicar o Fla, acho apenas que o juiz criou circunstâncias que desestabilizaram o time que estava ganhando.

Não foram as caretas de Heber (como disse a ESPN em texto editado para fazer Luxemburgo parecer um idiota sem razão), mas sua postura inaceitável de déspota com um apito e cartões coloridos no bolso. Ao fim do jogo, fica a palavra do jogador contra a dele. E aí valem todos os tons de cinza cabíveis no quadro. O currículo do árbitro, a coisa do time grande querendo pressionar, o coitado do time pequeno que não pode ganhar que já vem o maior querendo questionar...

Gostei da postura do Ronaldinho, de se colocar como capitão do time e dar a cara a tapa pra tomar cartão babaca de árbitro que quer ser maior que o jogo. Já avisou que não é moleque e não teme retaliação.

Odeio jogador bostinha, tipo Kleber (desafeto eterno, aliás adoraria encontrar um apelido mais digno pra ele do que Gladiador), que sai reclamando de tudo por qualquer coisa, sempre que seu time perde ou empata.  E já cansei de esperar justiça de futebol, porque as variáveis são muitas pra eu manter minha polianice.

Mas exijo o direito de jogar a merda no ventilador quando for o caso. Tipo agora.

Nossa arbitragem vai mal. E não é de hoje. Infelizmente, acho que a tendência é piorar. A briga aqui é por poder.

P.S.: Caro Jorginho, favor desligar a maquininha de falar bosta. Grata.
P.P.S: Luxa, tira o Welinton e deixa o Geladeira? Faz favor? Pode tirar Thiago Neves também, sempre que ele jogar que nem hoje. Vai por mim.


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