sexta-feira, 22 de julho de 2011

Fala muito!

A frase de Tite se faz muito apropriada pra definir Kleber, o jogador mais mimimizento dos últimos tempos. O cara é conhecido por nunca estar satisfeito com o clube em que está, com a situação em que se encontra, com as circunstâncias, com a arbitragem.

É um perseguido, sabe? Daquelas pessoas que carregam uma nuvenzinha preta na cabeça que chove só em cima delas enquanto o sol brilha pro resto do mundo.

E, além de tudo, fala de si na terceira pessoa, como todo jogador de futebol que se percebe melhor do que realmente é.

Quando começaram os boatos de que Patrícia queria trazer a peste pra dentro de casa, vieram me perguntar se a informação procedia. E eu lá vou saber se procede? Só sei que não ia assinar abaixo-assinado nenhum que fizesse parecer que a aquisição seria linda pro time.

Não aprovo a postura do cara, ou qualquer coisa que ele represente. Não aceito mau caratismo em troca de gols.

David certa vez trouxe Nelson Rodrigues à conversa, comentando que era importante ao futebol que houvesse a figura do canalha. Aquele jogador com um tico de maldade que faz aquela jogada malandra que um outro mais ético talvez não fizesse.

Não estou falando de quebrar a perna de alguém, como tantas vezes um certo técnico aí já sugeriu que se fizesse com um ex-jogador do Fla, um tal de Sávio, mas de fazer um pênalti, talvez, e impedir que seu time seja eliminado da Copa. Como fez Suarez e foi aplaudido por tantos.

Pois bem. Acho que o canalha pintado por Nelson Rodrigues não chega a ir de encontro à minha visão de ética no futebol. Já vi Kléberson fazendo uma falta na entrada da grande área, catando uma expulsão e saber que era a única coisa que poderia ter sido feita naquele momento.

Ok, sem problemas.

O que não desce comigo é o jogador anti-ético, com postura, eufemisticamente falando, questionável. Que entende que a posse de bola é do seu time e sai driblando enquanto ninguém está prestando atenção na jogada.

E perdeu o gol porque Deus é bonzinho, porque se fosse um cara com senso de humor, ou tão justiceiro quanto se prega em algumas partes da Bíblia, teria caído uma bigorna do tamanho de uma pequena ilha na cabeça dele.

Daí eu vi gente rindo, achando que foi divertido, engraçado ou coisa que o valha. Mesmo tipo de gente que aplaudiria e acharia lindo se ele tivesse convertido o tal do gol. Que abre concessões para tal comportamento, porque, como eu li no Twitter, o Flamengo estava fazendo cera.

Pra que regra, então? Pra que juiz? Pra que falar de fair play quando é aceitável que os jogadores encontrem a auto-regulamentação do jogo, que eles mesmos compensem pela atitude de um time ou de outro?

Até onde sei, não se trabalha com a lei de Talião no futebol. Mesmo porque, se trabalhássemos, o Kleber era um que ia se ferrar bo-ni-to. E eu ia achar uma graça que nem te conto.

Hoje perguntei pra uma amiga cruzeirense se ela gostava do "Gladiador". A resposta foi um sumário não. Aliás, um NÃO, em caps lock. Porque ele não é desejável. Ninguém quer em casa um jogador que cospe no prato que come. E quem bate no peito pra comemorar tê-lo no time se arrepende assim que ele deixar o seu clube na mão. É coisa que passa mesmo.

Então, embora ele diga aí que nunca conversou com o Fla, que nunca teve nenhum problema com o Verdão, que as coisas estão lindas em casa, eu não duvidaria se ele tivesse usado a negociação com o clube carioca pra melhorar o salário no paulista. Afinal, todo reajuste de salário se faz mediante "chantagem".

É a vida. Ainda mais no futebol.

Mas gente, numa boa, eu acho lindo que as coisas estejam assim. Meu clube já teve sua cota de gente de má índole no elenco.

Já deu, né?

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