segunda-feira, 30 de maio de 2011

Duas rodadas e a evolução do Flamengo

Quero começar repetindo uma declaração triste: o Fla não tem zaga. Não adianta analisar todas as coisas boas, falar sobre o que evoluiu, sabendo que aquela zaga besta destrói todo e qualquer esforço positivo. Welinton é ruim que só e David Brás tá tão apagadinho...

Agora podemos falar de coisas boas e eu quero destacar minha grande surpresa nos últimos jogos: Egídio, o lateral esquerdo que poderia facilmente ser substituído por um cone em todas as partidas que disputou recentemente antes de começar o Brasileirão. Isso mesmo, meus caros, Egídio fez dois jogos espetaculares, com direito a um belo gol contra o Bahia. Confesso que achei que isso poderia ser algum sinal de que o apocalipse estivesse próximo, mas decidi desencanar e só comemorar a evolução do rapaz que, dizem, já foi bem bom um dia.

Outro que cada dia mais conquista meu coração é o raçudo Bottinelli, el pollo. Gosto do quanto ele não desiste e parte pra cima e corre atrás e faz gol. Pra quem queria um argentino pra chamar de seu no meio campo, taí o frango tatuado mandando bem pra cacete.

Thiago Neves, no Estadual, se mostrou um investimento melhor que Ronaldinho, que, não me entendam mal, fez bons jogos, mas foi bem menos decisivo. Aí veio aquela partida contra o Avaí, em que R10 jogou mais do que em qualquer outra oportunidade com a camisa rubro-negra, fez um gol sensacional e ainda tabelou com Diego Maurício para ampliar o placar (que fechou em deliciosos 4x0).

Ronaldinho, quando quer, desequilibra. A verdade é essa. Se ele resolver jogar mais 36 rodadas como fez em Macaé, nossa senhora, vai ser uma coisa linda de se ver.

O Flamengo acertou 90% dos passes no jogo contra o Bahia. Isso é incrível. Do meio de campo pra frente, as coisas podem ir bem, obrigada. E ainda assim, um erro da zaga pode ser suficiente. No caso do jogo contra o Bahia, cometemos 3 erros bestas. Sem querer desmerecer os baianos, de verdade, mas com uma defesa bem montada, não teríamos empatado aquele jogo de jeito nenhum.

Outra coisa que gera insegurança em qualquer torcedor são as mexidas do pofeshô. Fora sua fascinação inexplicável por Fierro, Luxa é mestre em fazer substituições esquisitas e depois usar a mesma história de quando ele comandava o Real.

Numa boa, a mim não interessa tanto o passado maravilhoso do nosso técnico, enquanto ele não me convencer à frente do Fla. Prove em campo e aí sim conte qualquer história idiota que quiser. Ouvirei achando a maior graça, juro que aplaudirei de pé.

Agora estamos diante das negociações pelos reforços, a antecipação da janela de transferência, alguns jogadores vão, outros ficam e até voltam. Sei que vou lamentar algumas perdas e xingar algumas contratações, só espero que as novidades que venham pra casa equilibrem tudo e que, acima de tudo, o Flamengo possa ter um 2011 de time grande, em vez de brigar pra não cair, como fez em 2010.

E que venha o Brasileirão. Até agora, tudo bem.

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