domingo, 10 de abril de 2011

o poder curativo do futebol

Em meio à superexploração da tragédia por toda a mídia, mostrando as crianças mortas, caixões, gente chorando, carta do assassino cagando regra pro seu enterro (como se ele merecesse qualquer tratamento VIP depois do que fez), uma coisa me chamou a atenção.

O tal menino que fugiu pra chamar ajuda.

Flamenguista, recebeu a visita de nossa presidenta (antenadinha com as oportunidades - sim, estou considerando que isso possa ser só uma bela estratégia pra aparecer), ganhou uma camisa do Fla (autografada pela própria Patricia) e a promessa de assistir a um treino do time e até entrar em campo em algum jogo. Mas só quando estiver recuperado.

Penso nele, no menino, no quanto isso deve ter significado pra ele. Lembrei até daquela história de que Ronaldo teria visitado um menino em estágio já terminal de câncer, para que ele conhecesse o ídolo antes de morrer. O menino viveu mais uns 2 anos.

Sabe?

A situação já é tão ruim, é bom ele ter (pelo menos) alguma coisa feliz em que pensar...

4 comentários:

  1. Que teve um peso de oportunismo, é fato, mas certamente a tarde de ontem foi muito mais emblemática para aquele guri, que qualquer estratégia de "marketing".

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  2. Pois é, Chackal. Assim como pro outro menino que, de fato, foi ao jogo, conheceu seus ídolos e vestiu a camisa com os nomes dos colegas que perdeu. Achei bem emocionante.

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  3. Achei muito legal também a homenagem do Corinthians, cada jogador levou na camisa o nome de uma das vítimas.

    Roberto Dinamite foi ao enterro de uma vítima que jogava na escolinha do Vasco. O caixão levava a bandeira do maior rival, o Flamengo.

    Pode ter oportunismo? Pode. Mas foi uma tragédia que chocou a todos, e realmente acredito na boa ação nesses casos.

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  4. A homenagem da torcida do Corinthians também foi linda. Eles mandaram balões pro céu com faixas, com os nomes das crianças.

    Acho esse simbolismo incrivelmente poético e me emocionou absurdamente. Fora o lance de jogarem com os nomes das vítimas nas camisas.

    Deve ter atrapalhado um pouco na hora de marcar cartões e afins, mas né? Foi legal.

    Bacana isso do Dinamite. Nessas horas não é pra ter rivalidade, mas união. Queria que houvesse mais união no futebol, não só em momentos de tragédia.

    Afinal, rival não precisa necessariamente ser inimigo, as pessoas não precisam se bater, se matar...

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