segunda-feira, 18 de abril de 2011

Futebol e Gestão

Influenciada pela notícia do Valor Econômico sobre a profissionalização da gestão do Figueirense e pela eliminação do meu time na Taça Rio, venho comentar rapidamente sobre Gestão no futebol.

Talvez seja porque estou estudando o assunto ou até memso porque a mídia especializada (ou que deveria ser...) vem elogiando Maurício Assumpção, exaltando o profissionalismo de sua gestão. Gostaria de destacar que tem alguma coisa errada aí.

Eu mesma, por querer sempre ver o lado positivo das coisas e não ficar só reclamando com a cornetinha na mão, já elogiei várias ações de marketing do clube e outras iniciativas (como a recém anunciada construção de um CT, ligada a outros investimentos na base)de longo prazo no futebol. Porém, chega uma hora que a falta de resultado nos leva a repensar se a estratégia está sendo bem executada. Claro que não é do dia para a noite que se alcança uma meta, mas se a diretoria divulgasse seus planos, prazos, iniciativas e resultados esperados, ficaria mais fácil de acompanharmos os resultados. Ficaria mais fácil para o próprio presidente acompanhar os resultados.

As vezes dá a impressão de que essas ações anunciadas não fazem parte de um plano, são apenas pontuais. Ou seja, tendem a se perder no dia-a-dia do clube, serem deixadas de lado pelos responsáveis e não cobradas nem pela diretoria e nem pelo torcedor, que não tem acesso às informações.

Nunca vemos divulgados números relacionados a patrocínios e transações de jogadores. OK. Desconfio que o fisco pode ter algo a ver com isso, porém... por que não divulgar aos torcedores um plano estratégico de longo prazo com metas e iniciativas? E claro que os mais envolvidos com o clube iriam participar e funcionar como repetidores. Cada um se sentiria fazendo parte de algo maior, na tarefa de "reconstruir" o Botafogo.

Ao que me parece, não existe um plano de longo prazo mesmo. Mas, caso exista, resta saber se o plano é ruim ou se é a execução que está deixando a desejar.

Falando do ponto de vista do "cliente" (nesse caso, o torcedor), não me sinto bem atendida nesse momento. O dinheiro e o tempo que invisto no Botafogo não tão trazendo os benefícios esperados. É claro que o cliente de futebol é sempre fiel. Ele não irá mudar de time, mas, pode gastar menos: comprando menos produtos, indo a menos jogos, não participando dos planos de fidelização (programa de sócio torcedor).

Por fim, cabe refletir que todo plano tem um objetivo. Em se tratando de futebol, o objetivo de aumentar a receita deveria ser um MEIO para reinvestir no time e, assim, levar o clube de volta ao topo da parada de sucesso. Ao mesmo, tempo, montar um time competitivo colabora no objetivo de aumento da receita, visto que possibilita melhores negociações de patrocínio, maior renda com jogos e produtos licensiados, etc...

O que eu quero dizer é que, se não queremos cartolas falcatruas gastando recursos que o clube não tem e aumentando a dívida, também não queremos "líderes" que se contentam em ficar com um time mediano, com a possibilidade (sai pra lá!) de acabarmos torcendo para um CLUBE mediano.

Isso tudo deve ser porque estou decepcionada. Mas que a propagada profissionalização do Botafogo é conversa pra boi dormir, ah, isso é.

OBS: Espero queimar minha língua em breve, claro!

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