terça-feira, 5 de abril de 2011

Dia de vermelho e preto

Sábado foi dia de, pela primeira vez na semana, dormir até acordar, pra tomar café com David e aproveitar um pouco. Era dia de jogo. Dois jogos, na verdade. 15:45 jogavam Inter e Milan, Flamengo enfrentaria o Duque de Caxias às 18:30.

Dava tempo pra tudo.

Confesso que queria que os dois times ganhassem só pra fazer o comentário cromático quanto às vitórias. Mas o Milan ganhou com bem mais categoria, ninguém precisa me dizer. Eu vi os jogos.

Pato jogou uma bela partida e mostrou oportunismo ao marcar seus dois gols. Não adianta ser bom, tem horas em que o mais importante é estar no lugar certo, na hora certa e saber aproveitar a situação. E olha que Julio Cesar tentou ao máximo defender a meta da Inter.

Não fosse ele, o placar teria sido, certamente, bem mais folgado.

E na arquibancada, brilhava Barbara Berlusconi. Benza Deus, Pato, que belo upgrade. E se puder fazer um comentário maldoso, essa já vem com a própria grana de fábrica. Curto mais, mas isso não é coluna de fofoca pra ficar discutindo a vida amorosa de jogador de futebol, néam?

Já no Rio, o Fla deu uma suada pra garantir sua vitória. Poeticamente, aqui as coisas aconteceram por conta de um jogador também. Nesse caso, Renato Abreu, que trocou seu meio de campo pela lateral esquerda com a saída do inexpressivo Rodrigo Alvim.

Tem jeito não, depois que o Flamengo se desfez de Juan (que agora brilha muito no São Paulo, o cara de pau), a posição só passa pelos infinitos testes de Luxa, que não tem um jogador digno para ocupá-la. Chega a doer o coração ver Egídio, Rodrigo Alvim e afins tentarem. Como diz David, cones teriam mais sucesso na empreitada.

Só que Renato estava inspirado. Foi o homem que transformou o "até que o Flamengo pressionou mais, tentou, tentou, mas ninguém marcou" em dois golaços. GOLAÇOS. Baita chute tem o rapaz. Gosto quando ele põe isso em prática.

É claro que eu amo vencer, quem disser o contrário certamente estará mentindo, mas preferia estar percebendo a evolução do time, em vez de colecionando vitórias intercaladas com empates patéticos. Sim, continuamos invictos, mas grande bosta, hein? Diante do que nos foi apresentado, deveríamos ter levado com mais tranquilidade. Fora um clássico aqui ou acolá, convenhamos que não disputamos nenhuma batalha de gigantes.

Mérito para os adversários tidos como inexpressivos, que têm entrado em campo com bem mais garra (e o eventual "jogo duro", é claro). Eu vou me esforçando pra comemorar as pequenas vitórias. O espírito do time, Adriano não ter vindo, nossa molecada se desenvolvendo, o fato de não estarmos perdendo, Ronaldinho (parece) evoluindo seu futebol.

Será que esse time engata ainda esse ano? Será que eu levo a sério a promessa de Luxemburgo, de que esse time está sendo montado pra funcionar ano que vem, ou depois? Será que eu continuo com meu sonho nada secreto de que Dorival venha treinar meus meninos na Gávea?

Sim, eu sei que ele está bem obrigado no Galo, mas sonhar não custa nada, vá? ;)

E, no fim das contas, foi um belo sábado rubro-negro.

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