segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Tempo de mudanças (ou seja, cansei)

Depois da primeira derrota eu não escrevi porque estava muito, muito irritada. Ontem, ainda irritada, nem me dei ao trabalho de assistir ao jogo. Fui passear e relaxar. Acho que já sabia que precisaria de um estado muito zen pro que parece vir por aí. E, sim, claro que me surpreendeu a segunda derrota. Diferente do que dizem rivais que preferem torcer contra o Vasco que a favor do seu time, não vejo esse dramalhão todo. Que time carioca não teve seu fim como “grande” decretado? Gente, isso é FUTEBOL, e nos fascina principalmente por ser imprevisível. Quem seria capaz em novembro de 2009 afirmar que o campeão de 2010 seria o Fluminense? E mais que o campeão de 2009 teria um 2010 tão trágico (literalmente, se consideramos o caso Bruno)? E os grandes de São Paulo, que empatam e perdem pra pequenos? Gente, é FUTEBOL, tá?

Sim, o time do Vasco não funciona. Sim, tivemos uma década (que tá quase virando quinzena) péssima, com um título lá em 2003. Mas só digo uma coisa pra esses torcedores rivais malas (mantendo aqui a educação no termo): enquanto vocês celebrarem nossa derrota, é porque somos muito, muito grandes.

Recado dado, vamos ao que interessa: as péssimas apresentações do time. Acho que já deu de tanto puxar o saco do Carlos Alberto, né? Ou o cara joga, ou vai embora. Ano passado tava sempre machucado. Agora que supostamente está bem, tá na hora de mostrar porque joga no Gigante.

E cansei de o elenco ter sempre uma desculpa. Falta alguém em campo, o juiz, o time adversário fez piruetas... Talvez se reconhecesse seus limites, seus problemas e tentasse jogar a partir do que se pode (e não do que se gostaria), a gente arrancasse. O que não entendo é esse clima de festa, de grandes amigos o tempo todo. O clube tá mal, vamos aceitar isso? E bola pra frente (literalmente!)! O Vasco parece que vive num mundo de fantasias.

Eu continuo colocando grande parte da culpa na diretoria anterior. Afinal, Dinamite assumiu em 2008, e não ganhamos nem bingo desde 2003. Portanto, não acho que jogar a culpa só na diretoria resolve o problema, como também não resolveu despachar Don Eurico. E talvez foi esse o problema: achamos que era só tirar Don Eurico que tudo se acertava, como mágica. Já deu pra perceber que não, então que tal mudar de tática?

Bom, meu post reclamão atira pra todos os lados. Não acho que é uma situação tão dramática e incomum assim pra mídia e os farofeiros de plantão darem tanto pitaco; mas também acho que já deu desse “modelo” de faz de conta, e que precisamos de uma nova lógica no clube. Infelizmente só ser Roberto Dinamite não resolve nada na presidência de um clube. Que tal começarmos a trabalhar sério, tratando o Gigante como um clube de futebol, e não uma creche ou colônia de férias pro Carlos Alberto e seus amigos? Ainda dá pra correr atrás do prejuízo.

Mas aí me pergunto: quem naquele time quer CORRER atrás de alguma coisa? Tá, pode deixar o prejuízo pra lá, já fico feliz que corram atrás da bola!

Um comentário:

  1. A responsabilidade jurídica me impede de comentar sobre a existência de Eurico Miranda. Isto posto, senti o time do Vasco muito velho em campo, sabe? E juro que uma parte de mim acha graça de ver o Felipe se ferrar, porque haja marra. Se ele fizesse tanto em campo quanto ele bota banca de fazer, o Vasco não precisaria passar pela vergonha de perder pro Nova Iguaçu. Fiquei chateada, ainda mais porque há vascaínos como você, queridos, mesmo que haja aqueles. AQUELES! Igual aos não-vascaínos que te atormentam, toda torcida tem seus chatos. E como sabem ser chatos. Tem flamenguista que nem eu aturo, confesso abertamente. Fiquei triste de ver o time do Vasco com uma vibe de quem não se importava. Carlos Alberto, tremendo fanfarrão, outro que poderia baixar a bolinha e começar a jogar. Por enquanto, o único que mantém meu respeito é Fernando Prass. Continuo achando o cara um tremendo goleiro. E a raiva dele no intervalo do primeiro tempo foi o máximo de vontade que vi de alguém na equipe. Pelo menos dá pra achar que alguém se importa.

    ResponderExcluir