quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Chega de Esfiha: minha fome é de títulos!

E hoje arranca o Carioca 2011! Claro que nós vascaínos estamos na expectativa, que apesar dos pesares, acreditamos a cada ano que as coisas vão melhorar. Mas começar com tantos desfalques já me dá receio. Hoje o Gigante entra em campo contra o Resende sem Dedé, Anderson Martins, Eduardo Costa e Romulo. Ou seja, defesa, alguém viu? Fora o drama de ainda não termos um nome de peso no time, das contratações quase inexistentes... é, imensa torcida bem feliz, 2011 não será fácil. Mas o importante é que o Vasco, meus queridos, é o Vasco, o Gigante da Colina. E tá hora de ir contra a corrente e mostrar que santo de casa faz milagre, sim.

Nesse início de ano complicado que nós do Rio de Janeiro tivemos, acabei não aparecendo aqui para comentar o que acontecia lá no Caldeirão. Não que tenha tido muita movimentação (Carlos Alberto perder pênalti, quem curte?), mas um acontecimento merece ser notificado: o fim da parceria com o Habib’s. Cada vez que eu lia alguma coisa sobre esse assunto, ou que olhava pra nossa bela camisa e via nas mangas o símbolo daquelas esfihas horrorosas eu lembrava aquele período negro do Vasco.

A parceria com o Habib’s começou em 2007, ainda na era de Don Eurico. O valor? R$350 mil por mês. Pode parecer muito, mas todo mundo aqui sabe que, no mundo do futebol, é pouco, muito pouco. Tanto que o novo patrocínio, com o BMG assinado semana passada, é de R$5 milhões.

Como sou uma pessoa que teme a responsabilidade jurídica, nem vou falar o que eu penso sobre o contrato com o Habib’s. Digamos, pra não deixar passar em branco, que provavelmente alguém ganhou a diferença, já que não somos idiotas de achar que realmente eram só R$350 mil, certo? E a coisa terminou feia, sabemos que tem um tempo que o Vasco briga na justiça pela rescisão unilateral do contrato. Finalmente, nos livramos do presente de grego da administração anterior. Com o novo patrocínio foi possível pagar salários atrasados (uma constante dos clubes cariocas) e agora a torcida espera que ajude a trazer novos craques para o time.

Não soluciona, mas é uma boa maneira de começar um novo ano, uma nova etapa. E eu sou daquelas que acha que, quanto menos “herança” de Don Eurico, melhor. Eu quero um time vencedor? Claro. Quero troféus? Claro. Mas também quero dignidade, né? Sei que a nova diretoria também não é lá grande coisa, mas ainda tenho esperanças. Tanto que continuo aqui, pensando positivo e com aquela idéia na cabeça: 2011 é nosso! Esse ano vai, meu Vascão!

Que comece o Carioca!


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