quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Vale a pena relembrar: Vasco, o time da virada do século!

(Final de ano, todos naquela correria. Por isso o post atrasado, mas aqui estamos!)

Nesse final de ano o Vasco lembrou duas importantes datas de sua história, de um passado nem um pouco distante: o Brasileirão de 1997 e a Copa Mercosul de 2000. Ironicamente, os dois títulos ganhados contra o Palmeiras. Vamos em ordem:

Dia 21 de dezembro de 1997. Eu tinha 14 anos, e TINHA que ir ao jogo. Quando contei minha história com o Maraca citei esse momento, que foi de muita angústia: como convencer meus pais que eu IRIA de qualquer forma ao jogo? Pensei em fugir. Pensei em enfrentar todo mundo como uma rebelde sem causa. Mas optei pelo mais óbvio: o sentimento pelo meu clube. E assim convenci meu pai (que como vocês lembram, é tricolor) a me levar ao Maraca.

Foi uma sensação indescritível. Eu já conhecia o estádio, frequentava sempre, mas aquele momento era único e especial: com um empate ia soltar o grito de "Campeão"! E foi isso mesmo: ficamos no empate com o Palmeiras, um 0X0 tenso, que claro queríamos mais, muito mais. Porém quando o juíz apitou, não importava mais nada: o Vasco era TRI! Fui às lágrimas, com gritos de "Fica Edmundo, Vasco da Gama é o melhor do mundo!". Minha faixa está guardada até hoje, mas nada supera o momento de estar ali, de fazer parte daquela festa... e logo no Maraca.



As coisas continuaram muito boas, Libertadores em 2008!, mas foi no dia 20/12/2000 que os vascaíno mostraram ao mundo de forma mágica o que é vestir esta camisa, o que é o "time da virada, o time do amor". Perto do Natal, lembro que assisti ao jogo enquanto minha mãe embrulhava presentes. Estava arrasada, é claro. O primeiro tempo terminou com o Palmeiras goleando por 3 a zero. Parecia um daqueles chocolates inesquecíveis. E sim, seria um jogo inesquecível, um dos maiores jogos do futebol brasileiro. Só que pra nós. A emoção foi mais ou menos assim:



Na verdade não dá pra explicar, né? Foi um segundo tempo todo vascaíno. Quase aos 14 minutos Romário faz o primeiro gol, que todos achavam que seria o gol de honra. Mas o Vasco... é o Vasco. E aquele era o gol do começo do nosso espetáculo, da virada mais impressionante que já vi. 10 minutos depois, o Baixinho fazia o segundo. Logo depois, Junior Baiano (lembram dele?) expulso. A torcida do Palmeiras já se sentia com a taça na mão. Mas, meus amigos porcos, o jogo era contra o Gigante da Colina... Aos 4o minutos Juninho Paulista faz o gol do empate. E aos 47 nos acréscimos, o Baixinho faz o gol do título! E aí ninguém mas segurava a nossa festa!



Inacreditável? Talvez pros outros. Nós, vascaínos, sempre acreditamos no nosso clube. Por isso hoje, em uma etapa ruim, é com muito orgulho que lembramos de momentos como os dois aqui citados, na certeza de que má fase passa; mas o sentimento, o sentimento não para!


3 comentários:

  1. Lívia, assisti esse jogo na época (confesso que torci pelo Palmeiras, rsrsrsrs) e, convenhamos, foi uma das mais belas demonstrações de força de vontade mostrados por um time de futebol. O Vasco tinha uma constelação inteira de jogadores, mas no primeiro tempo, parecia que quem estava em campo era uma equipe de várzea. No segundo tempo ninguém acreditaria que o Vasco fosse fazer o que fez. Quando acabou o jogo, fiquei com aquela cara de "como isso pode acontecer?". Vai entender, né? Coisas do futebol.

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  2. Pois é, Rafael, todos ficaram meio chocados... menos nós vascaínos, que sabemos bem como isso pode acontecer: é o Vasco! :)

    Mas, independente do time, é um dos melhores jogos da história, e ainda uma final!

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  3. Esse é um dos melhores jogos da nossa geração futebolística, fato!

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