segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Para pensar

Na semana passada, Riquelme cumpriu o que havia prometido e devolveu o salário referente a três meses, ao Boca Juniors, por não ter praticamente jogado, devido a sucessivas lesões. O meia devolveu ao clube do coração um valor de aproximadamente um milhão de reais.

Ele alegou: "- Vamos ver se o dinheiro que deveria receber pode ser usado para arrumar o vestiário ou o campo. Como torcedor do Boca que sou, não posso cobrar esse dinheiro. Não me sinto bem."

Riquelme, que esse ano ainda foi alvo de crítica por conta da negociação milionária, renovou com o Boca até 2014

Uma coisa aparentemente inédita aqui né?

Mas nem tanto...

Conversando com meu namorado, ele me lembrou de uma outra situação semelhante. Roger, ex-Fluminense, ex-Flamengo, ex-Galisteu, ex-Deborah Secco, atual Cruzeiro, já agiu de forma semelhante. Após alguns meses sem jogar por conta de lesões, ele tentou agir como Riquelme, pedindo para que seus salários ficassem suspensos até que ele se recuperasse. Kleber Leite negou o pedido.

Imagine, agora, se todos os lesionados do ano passado devolvessem seus salários astronômicos aos seus respectivos clubes? Se Fred, Deco, Emerson tivessem devolvido, dava pra fazer uma graça né?

Mas jamais farão isso, porque não carregam o time no coração, como o meia argentino o faz. O triste é pensar que isso é cada vez mais raro....

6 comentários:

  1. Se nossos clubes fossem empresas profissionais, a partir de 15 dias de afastamento o jogador ficaria licenciado pelo INSS, de modo que não interessaria nem um pouco a opinião do atleta, do dirigente ou do clube.

    Porém, a legislação não se aplica aos clubes brasileiros. Pq? Pq não é interessante para nenhuma das partes.

    A atitude de Riquelme é louvável e deve ser noticiada como vcs fizeram, brilhantemente por sinal, ao trazerem o caso para o futebol nacional.

    Contudo, creio que minha opinião seja a mesma de vcs: ou seja, sabem quando isso vai acontecer por aqui?

    Pois é!

    Saudações!!!

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  2. Cela, pior o Flamengo, em que o elenco aceitou uma molhadinha de mão no valor de 15 mil reales por não ter caído. Assim... Eu só aceitaria se tivesse participado ativamente do feito, o q nem foi o caso, néam? Deviam ter feito doações aos times que foram piores que o Fla, garantindo a manutenção do Rubro-Negro na primeira divisão. Acho q nem é uma questão de carregar ou não o clube no coração, é que o bolso fala bem mais alto que o amor.

    Ain't life a bitch? =P

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  3. É, Nanda... os jogadores poderiam ter doado essa graninha que ficaria menor a vergonha.

    Fico feliz em saber que na sua opinião "o bolso fala bem mais alto que o amor", vou ligar pro David agora! hahahahahah

    Enquanto isso, o amor do torcedor muitas vezes fala mais alto, vide o quanto gastamos em camisas, ingressos, estacionamentos, mensalidades e afins...

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  4. hahahahahahahahahaha! é, gata. meu comentário foi genérico, não aplicado. aham! peste! =D

    bota pilha no meu relacionamento mesmo.

    interessante seu adendo, porque acho q isso está diretamente ligado ao tanto q a gente sofre, pq investe muito nesse amor. o q a torcida sente é diferente demais do q o jogador sente e isso cria um gap animal na forma como se percebe o futebol e as relações inerentes ao esporte.

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  5. hahahahahahahahaha Camilla semeando a discórdia!

    pois então, pena que o torcedor é quem menos tem vez nessa bagunça toda... =/

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