domingo, 21 de novembro de 2010

No futebol, nada é exato

Duas promessas da Copa da África do Sul 2010: Messi e Cristiano Ronaldo. Praticamente não aparecerem e não ajudaram em nada suas seleções que, como sabemos, voltaram pra casa sem nem pisar no pódio. Hoje, 4 meses depois, os dois jogadores continuam dando show em seus clubes. Melhor, cada vez dão mais show. As goleadas dessa semana do Barcelona e do Real Madrid foram espetaculares, e só mostram a boa fase dos dois clubes e, claro, dos dois craques, cada um marcando 3 gols (Messi na vitória por 8X0 contra o Almería e Cristiano Ronaldo no 5X1 contra o Athletic de Bilbao).

Essa é uma equação complicada de resolver: ídolos de um clube, jogadores eleitos os melhores do mundo que normalmente quando entram em campo jogando com os times que defendem são sinônimo de espetáculo. Mas quando vestem a camisa de suas seleções nacionais... a coisa simplesmente não funciona. Onde está o problema?


Acho que uma das coisas que influencia muito é que os jogadores treinam pouco com os companheiros de seleção. Falta entrosamento, simples assim. Também penso no excesso de cr
aques em campo. Normalmente cada um deles é O craque em seu clube, e na seleção não tem todo o time jogando pra ele, né? Afinal, tem outros na mesma situação. A seleção argentina que foi à última Copa é um belo exemplo. Pouco tempo antes do evento, o Inter de Milan foi campeão da Liga dos Campeões graças ao argentino Diego Milito. Quando começou a Copa, os argentinos estavam enlouquecidos com o que sairia dessa dupla Messi + Milito. Era a equação perfeita para a vitória. Mas... o futebol não é uma ciência exata. E não vimos muito nem de Messi nem de Milito, menos ainda dos dois juntos. Lá pelo terceiro jogo, os comentaristas argentinos, desesperados, começaram a defender a tática de que é preciso um craque, e que os outros 10 o sigam. E esse craque, para todos, era Messi.

Já conhecemos o final da história. Mas após o fracasso na África do Sul, após tantas críticas, Messi e Cristiano Ronaldo continuam brilhando em seus clubes, e até brilharam nos últimos amistosos de suas seleções. Não há dúvidas de que são dois dos grandes craques do futebol mundial hoje (Messi pra mim vai ficar na história, mas isso só o tempo dirá). Mas fica um gostinho amargo de que falta algo... a Copa do Mundo!

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