terça-feira, 26 de outubro de 2010

Tarda, mas não falha

From O Maraca é nosso

É engraçado tentar explicar o meu carinho pelo Maior do Mundo. Até porque a grande maioria dos amantes do futebol, inicia sua carreira desde cedo, sendo carregado pelos pais (ou só pelo pai), e praticamente sendo convocado a torcer pelo mesmo time. Meu papai é botafoguense, mas a estrela alvinegra nunca me emocionou. Já mamãe, uma pessoa mais sensata (rs), sempre foi tricolor, por influência dos primos, mas sua época de ir ao Maraca já havia cessado há muitos anos. Ela não foi a primeira a me levar lá.

Como já comentei aqui em algum lugar, a minha primeira vez no Maraca foi em uma reconciliação com o meu primeiro namorado, em um jogo da Seleção, em uma reestréia do palco (a obra onde foram colocadas as cadeiras). Isso foi no ano 2000 (emblemático, não?!). Ele era vascaíno e eu, vocês já sabem...Ou seja, foi relativamente tarde.

É claro que a partir daí já me encantei. Especialmente porque a reinauguração havia sido programada para esse jogo, classificatório da Copa de 2002 (pé-quente, eu?!), e tudo estava um brinco, a casa estava muito bem arrumada, estava tudo tão novinho e tão brilhante! Lindo!

Mas mesmo com todo esse encantamento, só voltei ao Maraca anos depois, quando Romário estava prestes a marcar seu milésimo gol. Não por falta de vontade, mas por falta de companhia mesmo.

From O Maraca é nosso

Foi uma sequência de jogos, e nada de sair o tal milésimo. Como vocês podem perceber, até aí eu ainda não havia ido a nenhum jogo do meu clube amado. Nessa época já estava namorando outro (vascaíno), de família muito futebolística (e muito querida!), e todos nós estávamos indo aos jogos juntos (pai, tio, avô, neto e atual namorada do neto). Todos vascaínos, na expectativa de ver o milésimo, com exceção do pai (ovelha rubro-negra da família). Tenho ou não tenho razão de ter carinho pelo Vasco?

Pois foi em uma dessas tentativas de assistir ao milésimo do Baixinho (que aliás, acabei nem vendo, não ao vivo...), que fui ao Maraca, em uma rodada dupla da Copa do Brasil de 2007, nas oitavas-de-final: Fluminense x América RN e, em seguida, Vasco x Gama.

O Flu perdeu por 3 a 2, mas já havia conquistado a classificação para a etapa seguinte no jogo fora (sim, fiquei ouvindo gracinha de vascaíno o jogo inteiro, mas abafa). E o Vasco perdeu para o Gama (rá!), e foi eliminado da Copa do Brasil. A partir daí, fui aos jogos restantes da CB e tivemos um final muito feliz! (pé-quente, eu?![2])

Desde então minha relação com o estádio voou de vento em popa, e vivemos momentos muito felizes juntos, e outros muito tristes (os maiores extremos desses dois sentimentos, com certeza foram na Libertadores de 2008). Além de tudo, ainda fiz muitos amigos por lá, já que comecei a frequentar mesmo por minha conta e risco. Minha torcida me recebeu de braços abertos, e carrego grandes amizades desde então.

Então, eu acho muito engraçado quando tentam diminuir meu amor pelo clube e pelo estádio só porque não estive presente nos primórdios da minha vida. E daí?! Meu amor por tudo isso nunca vai diminuir. Foi tarde mas foi, e começou bem, muito bem! Antes tarde do que nunca.

Muito obrigada por tudo, desde as profundas tristezas até minhas maiores alegrias. Aguardo ansiosamente a sua volta, porque foi numa dessas grandes reformas que foi plantanda a sementinha do meu amor por ti.

From O Maraca é nosso

7 comentários:

  1. Que bonito, Marcela! Tenho uma situação parecida (não vou adiantar muito porque o próximo post é meu, hehe): eu e meu pai não torcemos pro mesmo time, ele é tricolor. Ou seja, você começou sua vida de Maraca nos jogos do meu time... e eu nos jogos do seu! :)

    ResponderExcluir
  2. E é por isso que nossa interação dá tão certo! hehehehe

    Afinal, vamos lá, nasci de ventre tricolor com botafoguense, sempre fui rodeada de vascaínos queridos, e agora um molambinho mora no meu coração (na verdade mais de um, se levar em consideração o meu sobrinho/afilhado =P)

    ResponderExcluir
  3. Marcela é uma versão da criança judia pro mundo futebolístico. Veio da mãe. ;)

    ResponderExcluir
  4. a sensação de passar pelo maracanã aos domingos e ve-lo fechado, no mais puro silencio é triste. O que os governantes fizeram foi um ato de covardia. Já investiram mais de R$ 1 bilhão nos ultimos anos e nunca deixaram o estádio "pronto" para atender as exigências da FIFA.
    Sinto um enorme vazio... não assistir a um jogo do Fluminense no maior do mundo não existe. É como se um filho fosse viajar para um intercambio no exterior e só voltasse 2 anos depois.

    ResponderExcluir
  5. Cela, minha felicidade pela sua descrição desse Amor sendo construído quando em idas juntos ao nosso Maraca. Essa é uma ligação que vai sempre vigorar em mossa queridíssima história, amiga.
    A ovelha rubro-negra citada aqui tem uma ligação histórica tão intensa com este palco, e te digo : já vi tanto, de um tudo mesmo, campeonatos brasileiros e estaduais inacreditáveis, derrotas vexatórias (argh !) que só aumentaram a minha paixão pelo Mengão e pelo "Maior do Mundo", que isso aí é uma cachaça mesmo, e da boa !!!

    ResponderExcluir
  6. Mesmo vendo as fotos antes de elas aparecerem no site, eu sempre me choco ao ver a destruição.

    E a cada vez que vejo, parece que uma coisa nova me chama a atenção. Dessa vez fiquei observando a poeira fazendo fumaça. O primeiro impacto ficou por conta do emaranhado metálico no meio dos escombros.

    Parece que é seu coração em pedrinhas entulhadas.

    </3

    ResponderExcluir
  7. Glauco, vcs fazem parte integral do meu vício pelo Maraca, podem ter certeza!

    ResponderExcluir