terça-feira, 12 de outubro de 2010

Memórias de uma pequena Rubro-Negra

Quando eu era pequena, assistia os jogos do Flamengo pela TV com o meu avô. Meu avô, nascido na Gávea, Rubro-Negro desde miúdo, era daqueles torcedores que reclamam do time. Sabe? Daqueles que falam que é todo mundo perna de pau, é óbvio que vão perder se continuarem jogando desse jeito.

Obviamente, por causa disso, nós discutíamos o jogo inteiro, porque eu não precisava que ele atentasse pra perebice alheia, eu estava vendo a bosta do jogo, certo?

Só que depois de muito cornetar, meu avô costumava entrar na cozinha, ou no banheiro, só pra não ter um treco assistindo o Mengão jogar, porque, tadinho, ele era um senhor de idade. E era sempre nessas horas que o Flamengo marcava.

Como supersticiosa que era (e sou, vamos combinar), eu não deixava mais o coitado sair de onde ele estivesse, dizia que era ele que estava dando azar ao time, então teria de passar o resto do jogo ali de castigo. E aí narrava os acontecimentos pra ele, aos berros, eu na sala, ele em outro lugar da casa.

Nesse Dia das Crianças, em que tivemos o prazer de participar do Rock Bola (depois eu conto mais sobre isso!), vendo o post bonitinho da Camilla (ilustrado pelo Theo), deu saudade do meu avô pé frio. Até porque, ele tem uma grande parcela de responsabilidade pela minha paixão.

Ele e mamãe, que fez meu enxoval temático quando eu ainda usava fraldas. =D

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