domingo, 3 de outubro de 2010

Maracanã, palco de grandes espetáculos

From O Maraca é nosso

Outro dia escrevi aqui sobre o último jogo disputado no Maracanã e comentei que é uma experiência inesquecível ver aquele gramado pela primeira vez. Fiz isso da observação dos olhinhos da pequena Julia, porque a minha primeira vez foi menos glamurosa, mas igualmente emocionante.

Foi uma rodada dupla, Flamengo e Botafogo jogaram naquele dia, acho que os adversários foram Lagartense e Friburguense, me perdoem se a memória estiver me traindo, mas acho que vocês compreenderão se tiver trocado os times. O estádio estava vazio, talvez por isso o barulho da Charanga estivesse especialmente alto. Comigo, amigos queridos e meu irmão.

Chegamos de elevador na área especial e, quando as portas se abriram, lágrimas me vieram aos olhos imediatamente. Naquele momento, foi como se estivesse vislumbrando o Paraíso.

Só que não é essa a história que eu quero contar pra inaugurar esse espaço, preciso fazer valer a honra de poder fazer o primeiro post de uma série interativa, então escolhi homenagear o Galinho por aqui. Mais precisamente, lembrando do Brasileiro de 1980.

Foi nesse ano que começou nossa trajetória ao Mundial de 1981, ano em que eu nasci. O time que levantou a taça em final disputada com o Atlético MG foi: Raul, Toninho, Manguito, Marinho e JúniorAndradePaulo César Carpegiani (Adílio) e ZicoTitaNunes e Júlio César. O técnico era Cláudio Coutinho.


Esse time dos sonhos Rubro-Negro é a nossa história, nosso orgulho, responsável pela captação de diversos novos torcedores nas gerações seguintes, além da admiração até de torcidas adversárias (admitam, eu sei que é verdade!). São ídolos, e isso é indiscutível, inegável. 


É disso que Zico falou. Esse clube já foi grande, precisa voltar a ser grande, ganhar títulos, recuperar o respeito de todos e fazer por onde. O amor da maior torcida do Brasil, ele já tem. =)




Tu és time de tradição
Raça, amor e paixão
Óh meu Mengo!


Eu sempre te amarei
Onde estiver, estarei
Óh meu Mengo!

18 comentários:

  1. Belo texto e lindo vídeo.
    Parabéns pelo blog e pelo prêmio do blogbooks, meninas!
    Saudações rubro-negras!
    :)

    ResponderExcluir
  2. Apesar de rubro-negra, minha primeira vez no Maraca foi num jogo do Fluminense, com meu pai e meu irmão, sabe-se lá pq. Acho q valeu para papai o velho nervosismo e a velha catimba de ñ assistir a jogos em q o coração estivesse envolvido demais. Rubro-negro desde q nasceu: na Gávea, lógico. Retornei ao estádio em grande estilo, justo nessa gloriosa campanha de 80! Ñ perdi um só jogo, assisti a tudo daquelas cadeirinhas azuis. E que glória. o.O Zico, Júnior, Raul, meus favoritos. A torcida, embalada e embalando. As bandeiras enormes, estendidas, cobrindo como um manto sagrado as arquibancadas, numa visão ímpar, impactante. Mais de 150 mil pessoas no estádio, dá pra imaginar? O Maracanã era vermelho de paixão e negro na sua predominância do sangue africano que cantava ritmicamente o grito de guerra da torcida: Mengo, Mengo. Ou qualquer outro que fosse necessário - os nomes dos ídolos, os xingamentos...
    Foi e é inesquecível, não há nada igual. É como o time da seleção brasileira da Copa de 70 - aquele time do Flamengo foi a nossa seleção, Zico é o maior atleta do clube, e o Flamengo é o maior time do Brasil. O Maracanã tem no DNA a honra de ter esse campeonato em sua história.

    ResponderExcluir
  3. Olá ladies,
    falar sobe jogo inesquecível é muito difícil. Tenho 33 anos e frequento o estádio há 26! Foram tantos jogos, tantas alegrias, tristezas... mas 3 jogos me marcaram muito:
    1 - Fluminense 2x1 Bangu em 1985. Tinha 7 anos e estava atras do gol do Bangu e lembro perfeitamente do gol de falta do ponteiro Paulinho, do Flu. A torcida explodindo de alegria e gritando "TRI-Campeão". Essa foi a primeira
    2 - Flu 3x2 Fla 1995. Gol de barriga de Renato Gaucho, aos 44 do segundo tempo. Já estava me dirigindo para o tunel e quando vi o Ailton entortanto o Charles Guerreiro, berrei para todos voltarem e cair na euforia com o gol do título carioca no ano do centenario rubro-negro
    3 - Flu 2x1 Nautico Serie C 1999. O pior momento na historia do clube e o renascimento de um grande amor clubistico. Acho que o maior legado da terceira divisão foi a torcida e clube se reconhecerem e caminhar de mãos dadas ao topo. Não é a toda que desde então os maiores espetáculos nas arquibancadas são sempre tricolores.
    Ok?
    Saudações Tricolores

    ResponderExcluir
  4. po, muito legal esse espaço para falar das histórias do maracanã... minha primeira vez foi em 15 de Agosto de 1986, um amistoso Flamengo x vitória... o ingresso eu tenho até hoje!

    faltava um pouco mais de 2 meses para completar 3 anos de idade... lembro de subir a rampa e entrar na arquibancada... e só!

    lembro que acabava o jogo e ficava sentado com meu pai vendo o pessoal botando fogo nos papeis e papeloes que ficavam pela arquibancada. Era o maior barato! ehehehhe

    ai depois desse Flamengo x vitória passei a ir em tudo que era jogo... perturbei muito o meu pai.

    ResponderExcluir
  5. Meninas, parabéns pelo espaço, parabéns pela elegante e carinhosa convivência com as diferentes paixões e, lógico, parabéns pelo prêmio!
    Minha primeira vez no Maraca foi com um ano de idade!
    Eu explico:
    Meu pai, um jovem piauiense tentando a vida no Rio, foi contratado para trabalhar como bilheteiro no Maracanã lá pelos idos de 1958.
    Minha mãe, depois de algumas semanas, começou a estranhar aquele emprego que tirava ele de casa todos os finais de semana...rs.
    Num ensolarado domingo à tarde, ela resolveu investigar.
    Me arrumou, todo bonitinho, e rumamos para o Maraca. Pergunta daqui, se indentifica dali, fomos encaminhados para as cadeiras especiais onde aguardaríamos meu pai. E por isso, este flamenguista roxo que vos escreve, estreou no Maracanã num belo e insosso Bangu x São Paulo!!!
    Rodolfo Rodrigues

    ResponderExcluir
  6. Que história, Rodolfo! Adorei a mãe desconfiada! Quem trabalha no Maraca deve presenciar muita coisa interessante.

    ResponderExcluir
  7. Sei que vai me dar dor de cabeça divulgar aqui a minha primeira vez no Maraca, mas nada grave.
    Então, eu e meu primeiro namorado estávamos terminados, por vontade dele. Eu havia ficado chateada, mas não podia fazer nada né? Segui em frente com a minha vida. Tinha conhecido um menino numa boate e ele me ligou alguns dias depois, me convidando para ir ao cinema. Eu aceitei. Em seguida, meu telefone toca e é o ex, me convidando para ir ao Maraca dizendo, para assistir um jogo de eliminatória da Copa de 2002: Brasil e Paraguai (1 a 1, gol de pênalti do Rivaldo), reabertura do Maracanã (após obras de colocação das cadeiras). Tinha me dito que o pai dele havia ganhado ingressos. Eu aceitei prontamente, toda boba! Senti que alguma coisa aconteceria. Chegando lá, descobri que ele não tinha ingresso coisíssima nenhuma! Ele inventou que tinha conseguido para que não houvesse jeito de eu recusar. Chegando lá, ele me pediu para voltar, e voltamos, e vivemos felizes por mais 2 anos e alguns meses de namoro! hehehehehe

    ResponderExcluir
  8. Marcela, qualquer história de Maraca é bem vinda, não precisa ser sua primeira vez. Devia ter explicado isso com mais calma antes? Pra vc escolher uma historinha menos polêmica? Aliás, fiquei confusa. Ele não tinha ingressos, mas vc viu o jogo? Não entendi. hahaha...

    ResponderExcluir
  9. Ele não tinha, chegamos lá e fomos pra fila comprar, nem me lembro onde sentamos, eu ele e o pai dele!

    ResponderExcluir
  10. Minha 1ª vez no Maraca foi p/ assistir Flamengo x Olaria, pelo Campeonato Carioca de 2000. Já tinha enchido a paciência do meu pai para me levar lá e um dia me resolver levar não só a mim, mas meu irmão também. Foi muito legal, assistimos o Reinaldo marcar dois gols, Carpegianni (o técnico do Fla na época) gritando a beça com o time, rsrsrs. Legal mesmo.
    Mas um perrengue que eu passei por causa de um jogo no Maraca aconteceu no 2º jogo que fui: Brasil x Uruguai, eliminatórias p/ Copa de 2002, no dia do meu aniversário(28 de Junho de 2000). Para o azar do meu pai, do meu irmão e meu, ficamos perto de um pequeno grupo de uruguaios nas cadeiras comuns. Quando o Uruguai fez o 1º com o Dario Silva, os caras comemoraram feito loucos. No 2º tempo, o Rivaldo tinha marcado de pênalti o gol de empate. Nós comemoramos muito, deixando os uruguaios que estavam do nosso lado p... da vida, rsrrss. Eles nos xingaram p/ caramba, não entendiamos nada de espanhol, então nem nos ligamos para o que diziam. O pior foi na volta p/ casa: quando cheguei, dei conta de que estava sem carteira e, por lógica, sem os documentos: Identidade, carteirinha do colégio, dinheiro... Só fui recuperar os documentos três meses depois, lá em Nova Iguaçu.

    ResponderExcluir
  11. Fabio Affonso Lopes de Almeida13 de outubro de 2010 01:39

    Como bom vascaíno, não me sinto nem um pouquinho dono do Estádio Mario Filho, me desculpem. Deixo o estádio da Copa de 50 para os clubes sem patrimônio do Rio. Meu estádio tem umas das histórias mais bonitas do mundo.
    Mas como o assunto é o Mário Filho, deixo o meu coração de criança falar mais alto e me lembro com lágrimas dos olhos quando o meu pai me levou a primeira vez ao Mario Filho.
    Era o dia 3 de abril de 1987 e o Vasco iria jogar contra o América pelo Carioca de 1987. Tinha acabado de chegar ao Rio e era a oportunidade de conhecer, aos dez anos de idade, o famoso Mario Filho.
    Todo paramentado com a cruz de malta até a alma, fui ao estádio e a minha subida na arquibancada foi tão inesquecível quanto o primeiro beijo. Tudo era muito grande e o placar eletrônico da época para mim era uma atração a parte.
    A entrada do Vasco com o goleiro Acácio, Paulo Roberto, Donato, Morôni e Mazinho; Dunga, Geovani e Tita; Mauricinho, Roberto Dinamite e Romário foi de uma emoção profunda. Acho que só um coração ainda puro e desprovido de maldades pode sentir o que eu senti.Eu era apenas Vasco, não tinha a rivalidade com outros clubes e aquele dia a Cruz grudou em mim para sempre.
    O Vasco venceu por 3 a 0, com dois do Romário e um do Roberto(saudades do tempo que o Dinamite era apenas jogador).
    Mas a emoção maior foi na segunda ida ao Mario Filho. Final do mesmo campeonato contra o Flamengo. Romário puxa um contra-ataque rapidíssimo pela esquerda, corta um zaqueiro do Flamengo e joga na área. Roberto mata no peito como se a bola fosse uma pluma e rola devagarinho para o Tita soltar a bomba nas redes do goleiro Zé Carlos e sair comemorando igual a um louco com a cabeça coberta pela camisa. Sensacional!!!!!!!!!!!!!!!!! Vasco campeão de 1987.
    Abs
    Fabio Affonso
    PS - Ganha uma Cocaca quem acertar o campeão do ano seguinte e o vice-campeão :)

    ResponderExcluir
  12. hahahahahahahaha eu acho que eu ganho uma Cocada então!

    ResponderExcluir
  13. Fabio Affonso Lopes de Almeida13 de outubro de 2010 19:54

    Pois é Marcela,
    E ainda tinha o Fluminense, uma pedra no sapato vascaíno, com todos aquels craques como Washington e Assis, Romerito, o goleiro Paulo Vitor, Ricardo Gomes, Delei, Jandir, o craque Edinho e Branco. Eram jogos duríssmose emocionantes.

    Alias, destaco o maior jogo do Estadio Mario Filho daquela época: a finalíssima do Brasileiro de 1984 entre Vasco e Fluminense. O Flu foi campeão com justiça e foi a primeira final carioca da competição.

    Alias 2, na decada de 80, metade dos campeonatos brasileiros ficaram no Rio, com tres titulos oficiais do Flamengo, um do Flu e um do Vasco. Com direito ao vice-campeonato do Bangu em 1985 e a terceira colocação do América do campeonato de 1986. Muita saudade da época que o futebol do Rio era protagonista.

    ResponderExcluir
  14. Quem lê os comentários do Fabio imagina que ele é um cara mais velho, beirando os 60, tamanho o saudosismo.

    Tô chocada, esse rapaz não tem nem 35 anos!

    ResponderExcluir
  15. Ai, Fábio, vou discordar: me sinto uma ÓTIMA vascaína e muito dona do Mário Filho! :) AMO o Maraca, não tem igual. Choro de emoção de vê-lo tomado pela torcida bem feliz, gritando seu amor ao clube, ao esporte.

    Fora que ele é tão perto de onde eu morava que escutávamos tudo! A cada gol, um som indescritível, ficávamos em silêncio em casa ecsutando... não tem igual.

    E, mesmo sendo arqui-rival, meu tio Rodolfo (esse mesmo que contou essa linda história aqui nos comentários), é responsável por essa paixão. Graças a ele eu, meus irmãos e meus primos crescemos dentro do Maraca. Muitos e muitos jogos, shows, visitas. É nossa casa, definitivamente.

    ResponderExcluir
  16. Boa, Lívia...
    O Maracanã é como coração de mãe. Cabe todo mundo dentro e é um patrimônio dos clubes do Rio de Janeiro. Alguns usam mais, outros menos. Mas todos sempre se sentem acolhidos e confortáveis, como na sua casa.
    Rodolfo Rodrigues

    ResponderExcluir