quinta-feira, 21 de outubro de 2010

A bola não dobra... mas as regras, essas são fáceis de dobrar!

Mais uma vez, no meio do caminho, as regras do jogo são alteradas. E graças a decisão da Conmebol de que a volta do G4 no Brasileirão depende da Sul-americana, esta última competição tornou-se um pouco mais interessante. Pelo menos agora eu me esforço mais pra ver os jogos.

Ontem, orgulhosa das minhas raízes mineiras, resolvi ver o jogo do Atlético Mineiro. Dado importante: com comentaristas argentinos, o que merece um post à parte. E foi a narração que salvou o jogo, viu? Porque pelo menos pude rir dos comentários surreais e da torcida descontrolada que sempre existe contra qualquer rival brasileiro.

Reconheço os méritos do Galo, que sofreu com a altitude (velho trauma dos brasileiros) e com um banco de reservas esvaziado. Garantiu o resultado, que acredito era o objetivo, sem importar muito o placar. O jogo tinha chance de ser bom, com os donos da casa buscando a desesperada vitória por dois gols de diferença. Mas eu pelo menos vi uma pelada. Assumo que o gol do Santa Fé foi bonito, mas o time colombiano não pode ser lembrado por sua habilidade, isso ficou claro. Era uma tentativa de ataque do lado colombiano, um chutão dos brasileiros.

O Galo agora enfrenta o Palmeiras. E os clubes brasileiros no torneio enfrentam mais do que a torcida adversária: enfrentam todas as torcidas dos times que lutam por esse lugar no G4 do Brasileirão. A CBF e a Conmebol conseguiram fazer com que, além de contar pontos e jogos na tabela do Brasileirão, os torcedores agora tenham que secar seus compatriotas na Sul-americana. Coisas do futebol, eu diria.

E se não fosse confuso o suficiente a mudança das regras quase que semanais... a Sul-americana termina depois do Brasileirão. Ou seja, o clube que conseguir a suposta tal vaga no G4 só poderá comemorar (ou não) a Libertadores alguns dias depois, considerando que um clube nacional chegue à final da Sul-americana. Tem sentido? Parece que pros "donos" do nosso futebol, sim.

Em tempo: O título do post faz referência a fantástica frase do ex-técnico argentino Passarella sobre a altitude, dita em 1996 após o jogo em que sua seleção perdeu para os equatorianos em Quito nas eliminatórias da Copa de 1998: "Na altura, 'la pelota no dobla`".

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