terça-feira, 21 de setembro de 2010

O sonho de jogar futebol

Puxar assunto sobre futebol é a minha alternativa pras famosas e comuns conversinhas metereológicas em elevadores, filas etc. 

E foi assim que eu conheci Foguinho, o técnico de ar condicionado que estava consertando os aparelhos no escritório onde trabalhava. 

Foguinho podia ter sido um famoso jogador de futebol, mas sua carreira foi encerrada por uma entrada dura de um jogador Rubro-Negro, em uma partida contra o time da Gávea. 

Depois daquilo, ele teve de botar uma placa de metal no joelho, e, agora, só joga aquela peladinha com os amigos. 

Foguinho começou jogando num time perto de casa, na cidade onde nasceu o Rei Roberto Carlos. Depois, se não me falha a memória, foi pro Madureira, que o emprestou pro América e até pro Vasco. O apelido, que até parece engraçado hoje em dia, foi dado pela sua velocidade em campo e ainda é conhecido assim por figuras com lugar garantido em meu coração, como Júnior e Zico.

O responsável pela lesão que o tirou dos gramados depois pediu desculpas, mas aí, né, Inês era morta. Fosse agora, quem sabe a história não teria sido diferente. 

Eu sei que ele nunca chegou a ser famoso, mas foi um privilégio pra mim ter ouvido sua história. A parte mais triste da história foi ver em seu rosto a decepção por nunca ter conseguido defender a camisa de seu time de coração, o Botafogo.


Da época em que ainda se acreditava no amor à camisa

4 comentários:

  1. São tantas histórias de sonhos frustrados. E elas não se restringem ao futebol. Em todo caso, você descobriu um bom personagem.

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  2. Que bom, Alexandra! Essa foto tava no meu celular há coisa de 1 ano, e foi tão bacana conhecer o Foguinho, ouvir a história dele. Queria ter escrito há mais tempo, mas pelo menos consegui escrever. =)

    Com certeza, Vivi, são muitas histórias frustradas. E tanta gente fazendo pouco da oportunidade que teve.

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  3. Belo post, Fê! Pena que a história é triste...
    curti a foto também, parece que apesar da frustração, é um cara feliz.

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