domingo, 12 de setembro de 2010

Comandar o Flamengo: melhor ser amado ou temido?



Quando Rogério Lourenço foi demitido, fui uma das primeiras a escrever que não queria Andrade de volta. Também não soube dizer quem eu gostaria que assumisse o time, mas agora me vejo diante da escolha do clube e penso se a contratação de Silas foi acertada, ao mesmo tempo em que me vejo obrigada a rever meus conceitos.

Antes de sair pra almoçar, assisti à matéria do Esporte Espetacular sobre Andrade e é impossível não se afeiçoar ao ex-técnico, ex-jogador e eterno ídolo Rubro-Negro. Como interino, ano passado, conquistou a torcida ao chorar, emocionado, com a vitória do time. Dedicou o resultado ao amigo Zé Carlos, goleiro do Mengão que havia morrido de câncer. Suas lágrimas o levaram a ser efetivado e, à frente de um time que acumulava derrotas vergonhosas para times como Vitória e Sport, Andrade foi campeão do Brasileiro.

Mas o Flamengo não manteve o bom ritmo e o comandante, mesmo com 73% de aproveitamento, foi dispensado. E, desde então, está esperando convites para voltar ao trabalho.

Na entrevista, Andrade disse sentir falta de estar na lateral do campo, da adrenalina, das pessoas. E quando reprisaram a cena que o levou a assumir o comando Rubro-Negro, senti falta de Andrade. Senti falta de sua paixão, daquele amor que ele tinha pelo clube, amor este que, talvez, seja uma das razões para que outros clubes não o queiram à frente de suas equipes.

Como separar Andrade do Flamengo?

E por que será que técnicos conhecidos por sua falta de educação estão sempre cogitados nas listas para contratação sempre que vaga a posição em qualquer time no Brasil (e às vezes no mundo)? Medo impõe mais respeito que o carinho?

Apesar da insubordinação generalizada, com atletas envolvidos em toda sorte de confusão, estampando as áreas menos nobres das publicações, o Flamengo chorou quando Andrade partiu. E nunca mais técnico algum recebeu acolhida tão calorosa quanto ele.

O time vem fraco e desmotivado no campeonato, mostrando insubordinação em campo, uma modalidade talvez pior que o mau comportamento no que eles classificam como vida pessoal.

Os problemáticos do time foram embora. Adriano, Love, Bruno. Nenhum deles defende a camisa do Mengão no momento.

Será que devolver o comando a Andrade traria de volta a nossa raça e a vontade dos atletas?

Talvez valha a pena estudar o caso...

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