sábado, 28 de agosto de 2010

Não é bem assim, né?

A matéria de hoje do Globoesporte.com sobre a saída de Rogério me pareceu muito curiosa, o encadeamento do texto quase parece sugerir que a demissão de Rogério Lourenço foi uma coisa injusta, já que não lhe faltava qualidade técnica, apenas carisma.

Indicando que a comissão técnica e até parte da diretoria o apoiavam, o texto diz que ele nunca conseguiu fazer com que os jogadores se mobilizassem sob seu comando, como conseguiram Andrade e Joel Santana, mas também não se poderia dizer que ele foi alvo de uma rebelião, como foram Caio Jr. e Cuca.

Até aí, ok, mas me chamou a atenção o fato de dizerem que ele nunca se indispôs com ninguém, o que não é verdade, já que perdemos o zagueiro Fabrício para o Palmeiras por causa de um passa fora que Rogério deu no atleta em pleno jogo, o que foi, inclusive, captado pelas câmeras. O treinador teria dito que se precisasse de ajuda, pediria, e que não havia perguntado nada a Fabrício, que teria ido comentar alguma coisa com ele sobre a partida na lateral do banco. O zagueiro sentiu-se humilhado e voltou para o banco, mas depois declarou que não queria mais jogar pelo Fla.

Isso não é alguém que não se indispõe com ninguém. Ao contrário da matéria do GE, nunca tive a impressão de que Rogério fosse uma mosca morta incompreendida, mas um grosseiro sem habilidade para lidar com pessoas, sem inteligência emocional. Seu hábito de gritar e humilhar atletas não se limita à categoria profissional, já que ele também o fazia com meninos novinhos, achando que jogador de futebol só entende na base do grito.

Não entendi bem a razão de ser desse texto, não estou acostumada a ver nada que pareça simpatizar com os técnicos demitidos, o mais comum é lermos aquele famoso chute no cachorro morto.

Enfim, não mudou minha opinião sobre Lourenço, continuo satisfeita com sua demissão e acho que ele precisa de um tempinho sentado com a cara virada pra parede, um chuveiro de água fria ligado sobre sua cabeça enquanto ele reflete sobre suas atitudes. Um cursinho de gestão de pessoas não lhe faria nada mal.

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