sexta-feira, 25 de junho de 2010

A volta para casa

Não sei até que ponto fica claro para as seleções que vão à Copa que estão realmente carregando uma nação nas costas. Sei que todos dizem isso, que estão representando um país, não sei quantos milhões de (insira aqui a nacionalidade em questão).

Hoje eu li que o Evra só entendeu o tamanho da frustração da França, não do time, mas do povo mesmo, quando chegou em casa e viu o desapontamento estampado nos rostos.

Ninguém gosta de perder, isso é óbvio. Mas acho que a grande maioria, quando perde, só sente a facada no próprio ego, nunca pensa nos tantos que ficaram decepcionados em casa.

É engraçado, porque muito se diz que a nossa torcida vale muito e alguns levam isso tão a sério que Copa do Mundo ganha peso quase de guerra, assistir aos jogos, vestir a camisa, soprar as cornetas e gritar com a TV é como se pudessem ir a campo junto com os atletas. Quando ganham, ganham todos. Quando perdem, também.

Mas será que eles entendem que pra torcedor não é ego que dói quando se perde? Até que ponto os jogadores entendem de fato essa coisa nacionalista, esse orgulho todo que eles representam ali no gramado?

Assim, só fiquei pensando nisso. Até porque, quando fazemos piadas quanto às derrotas dos times, debochamos de Itália e França porque ficaram logo de cara, é claro que nós mesmos não pensamos no povo de lá, cabisbaixo, por ver seus soldados, seu país, derrotado.

É aquela coisa, né? Futebol ainda é coisa séria pra muita gente.

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