sexta-feira, 21 de maio de 2010

Mimimi

Sim, eu mesma já dei o título desse post sabendo que muita gente que ler (ok, não tem nem tanta gente assim lendo esse blog, quanto mais o que eu escrevo) vai achar que é choro de perdedor. Talvez seja, mas o ódio é tanto que chego a sentir gosto de sangue na boca. Juro, é muita raiva.

Eu sou a primeira a esculhambar o time quando ele joga mal, chamo todo mundo de florzinha, mando jogar que nem homem, como se fosse eu na lateral do campo gritando com aquela cambada de safado. Mas dessa vez, pelo menos dessa vez, o Flamengo fez a sua parte. E fez muito bonito. Fez quase milagre.

Perdi a primeira parte do jogo porque estava treinando, depois a caminho de outro lugar, daí num lugar que até tinha TV, mas obviamente não estava do lado da minha mesa, porque todos os não flamenguistas pegaram as mesas bem perto da TV, exatamente pra agourar o time que não era o deles, já que o deles não estava na Libertadores e eles, paspalhos que são, parecem preferir que o São Paulo seja campeão. Eu quero que o São Paulo se dane. Mas quero que se dane muito. Ok, amargura de lado.

Cheguei no tal lugar mais perto do fim do jogo do que qualquer coisa e, até então, estava acompanhando pelos SMS que David estava caridosamente me enviando. Tão bonitinho ele avisando que o time estava jogando direitinho, partindo pra cima, pressionando, mas ainda sem fazer nenhum gol.

E foi basicamente isso, até a jogada GENIAL que resultou no primeiro gol Rubro-Negro. Superioridade absurda do time carioca, mas sem finalizações. A bicicleta de Adriano talvez nem tivesse sido tão linda se tivesse resultado em gol. Ficou fantástica assim, precedendo a cabeçada de Vagner Love. Fiquei até confusa, não sabia se a bola tinha entrado ou não, mas vi os jogadores se abraçando e comecei a gritar que nem doida. Descontrolada, porque mais um gol seria nossa vaga na competição.

Quer saber o que caga o Flamengo? Retranca. O Flamengo é um time que não sabe jogar atrás, sempre que fica amarrando jogo, acaba tomando. E não deu outra. Foi só segurar um pouquinho com os ataques e os chilenos marcaram o que seria o primeiro prego no nosso caixão.

Senti meu coração pular algumas batidas e achei que fosse ter um derrame. Até então, eu era só esperança, mas já comecei a desacreditar.

Então, de outra jogada brilhante, saiu o segundo gol. O Imperador jogou hoje o que já não jogava há séculos. Jogou bem demais. Jogou bonito. Mostrou classe, mostrou precisão. Deu passe, fez gol, tirou bola, me fez sorrir. E olha que tava difícil, no meio de tanta tensão.

Só mais um, eu gritava, só mais um gol. O Flamengo se vê sempre nessa situação. Só um golzinho e seguir em frente, de cabeça erguida. Mas não era pra ser. Destino? Não, um juiz muito do safado.

Podem discordar, fiquem à vontade. Eu sei que vocês também não acreditam no Brasileiro de 87 e acham que a gente é Penta, mas eu não estou interessada nessas palhaçadas. Foi pênalti em cima do Vinicius Pacheco. Foi pênalti e era tudo que a gente precisava. Fora um gol olímpico, seria a melhor forma de me deixar feliz. Um pênalti bem batido, uma bola na rede, um gol. O maldito gol que separava a gente da classificação. Mas o filho de uma mulher de vida fácil, o senhor juiz (ou señor juiz), agitou os braços dizendo que não havia sido nada.

Hein??

Love foi pra cima, questionar a óbvia estupidez do digníssimo ladrão, e levou um cartão vermelho. Aí entrou polícia e o escambau em campo. Lembrei de um Flamengo e Peñarol, uma das maiores razões para eu odiar times uruguaios e suas respectivas torcidas, em que o jogo acabou por causa de uma porrada generalizada, graças à falta de civilidade do time de lá.

Depois da merda feita, faltando 30 segundos pra terminar o jogo, vai me desculpar, mas eu só sairia de campo algemada. Eu ia fazer mais do que argumentar com o juiz, porque chamar ele de ladrão safado é quase um carinho.

Acabou o jogo e eu fiquei muito irritada (sim, isso é um eufemismo. um IMENSO eufemismo), sabendo que o pênalti nem tinha sido a única babaquice do juiz. Em uma clara obstrução de um jogador da La U, em cima do Willians, ele deu de ombros e disse que tinha sido tranquilo. Quando o mesmo camisa 8 Rubro-Negro acertou um adversário com cotovelo claramente sem querer, ele ganhou o amarelo que se somaria ao outro que já tinha para garantir sua expulsão. Ok, nesse caso teve sangue e eu não tenho vergonha de admitir que isso me deixou mais feliz e quase me levou a ignorar o jogador a menos, mas é o princípio da coisa. Faltas do Flamengo: apito. Faltas chilenas: deixa rolar. O miserento demorou uns 5 minutos só pra ser atendido e os acréscimos sugeridos pelo corno de amarelo foram só 4. Ah, tá que não foi pra prejudicar o Flamengo. TÁ BOM!

E só pra piorar, David me liga e me lembra, do alto de sua irritação, que o primeiro jogo, o do Maracanã, não tinha sido lá tão honesto também, com sua arbitragem paraguaia. Foi feita uma falta em cima do Bruno em um dos gols do Chile, obviamente ignorada.

Mais do que ficar aqui dizendo que o time lutou bravamente, que fez a sua parte e deveria ter continuado na Libertadores, eu me atrevo a dizer que o Flamengo foi garfado mesmo. Foi uma coisa feia e patética. Foi roubado. Foi nojento. O time chileno não merecia ter seguido em frente. Se não pela trapaça, pela postura asquerosa de sua torcida, que jogou moedinhas, bolas de golfe e sei lá mais o que para machucar os jogadores do Flamengo. E eu que tinha reclamado dos apitos do Corinthians, quem diria, tenho que admitir que a torcida Fiel é mais digna do que a que enfrentamos hoje. Muito mais limpa.

Agora só posso dizer 2 coisas. Que todos os idiotas que me disseram (e ainda vão dizer) que isso era só futebol, que vão coçar a bunda com um gancho e parem de encher meu saco.

E que o São Paulo seja eliminado na próxima rodada. Estou torcendo com vontade.

ODEIO o São Paulo.

Valeu, Flamengo, por honrar o manto em campo. Valeu, Love, por ter peitado o juiz. Ele é um vagabundo safado mesmo. Pena que ele vá continuar apitando. Eu acho que deveriam recorrer desse resultado, mas não imagino que haja justiça nesse mundo. Realmente não sou tão Poliana.

Que pena. Parabéns aos ladrões trapaceiros.

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