segunda-feira, 1 de março de 2010

Libertadores e afins

Quando o Flamengo perdeu para o Botafogo na Guanabara, e disse que estava focado na Libertadores, juro que fiquei tensa. Uma das coisas que me intriga bastante no meu time é essa capacidade de colocar todos os ovos numa cesta e se estrepar, e aí já era tudo, né? E depois da aventura etílica da última Libertadores, trauminha...

Andrade considerava a primeira partida do torneio importante, já que as duas seguintes seriam fora de casa. Ganhar era fundamental. E ganhamos. Ganhamos bonito, até, com uma participação excepcional de Leo Moura, o melhor jogador em campo.

A falta cobrada pelo lateral foi uma forma sensacional de abrir o placar e eu confesso até que nem acreditei no que estava vendo. Não contente, ele ainda fez a jogada espetacular que deixou o Imperador na cara do gol, para completar sem esforço.

Minha decepção ficou com Vagner Love. Teve quem dissesse que ele foi o segundo melhor em campo, mas eu só conseguia xingá-lo pelos gols perdidos. Até porque alguns eram muito feitos. Perder dava mais trabalho do que fazer e ele conseguiu fazer o mais difícil.

Será que aquela técnica de autopunição do Adriano funciona com Love? Porque eu nem me incomodo se ele ficar se batendo em campo e fizer gols, na boa!

O mais esquisito foi ver Pet entrar em campo com coisa de 15 minutinhos pra acabar o jogo. Deu um flashback nefasto de quando Cuca treinava o Rubro-Negro e tinha aquele esqueminha focado em provar que Kleber Leite estava certo e Pet seria a decadência do time. E ele entrou bem, embora tenha prendido um pouco demais a bola em alguns momentos, conseguiu criar belas jogadas que poderiam ter, facilmente, terminado em gol.

Debochadamente, eu queria mais um golzinho. E queria uma comemoração cretina, com um Rebolation, ou a coreografia de Single Ladies. O pessoal de São Paulo tá mais criativo na hora de comemorar, vou te contar...

O jogo de sábado, no entanto, só vi o começo. E parece que a gente mandou bem, que bom. Uma coisa que me deixou curiosa foi que, nesse jogo, Love comandou o time com maestria.

Agora explica pra mim como funciona isso. Time completinho, ele perde gols fáceis. Time quebrado, deixa com ele, que ele resolve! E tome goleada.

Dá pra entender? Eu não entendo...

Porque, se com Adriano e Vagner Love jogando muito mais ou menos, o Flamengo consegue placares de 3, 4 gols, imagina se os dois deixarem de arregar tanto? E se Leo Moura jogar sempre como jogou nessa primeira partida da Libertadores? E se o Juan deixar de ser um prego mimadinho e reclamão? E se o Bruno deixar de ser um fanfarrão (Rogério Ceni não é um exemplo aceitável, Bruno! Foi mal!)?

Ai, Mengão...

2 comentários:

  1. Nanda,

    o Flamengo é assim mesmo... Uma verdadeira fábrica de "E se..."
    O mais imporante disso tudo é que aos trancos e barrancos, essa geração de Bruno, Leo Moura, Angelim, Juan, Toró... vai se tornando uma geração vencedora...

    Eles já venceram todos so títulos que disputaram. Conquistamos a Cidade, depois conquistamos o Estado... Depois conquistamos o Brasil...

    Agora quem sabe vamos conquistar nossa América para ai sim, conquistarmos o Mundo!!

    O "E se..." vai continuar nos perseguindo, mas uma coisa temos certeza: "Uma vez Flamengo, Flamengo até Morrer."

    Beijos,

    Celo

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  2. Eu sei, eu sei... Mas de vez em qdo não dá aquela vontade de que fosse só um pouquinho menos sofrido??

    =)

    Beijão!

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