quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

E o Pet?

Que eu amo o Pet, não é novidade pra ninguém. Eu fui uma das poucas que enxergou como uma real oportunidade a volta dele para o Flamengo.

Porém, também não sou a favor de insubordinação.

É claro que toda história é como um prisma e tem diversos lados, diversos aspectos a serem considerados e isso torna tudo muito complicado de se analisar e comentar.

De um lado, temos um craque que foi fundamental para que o time chegasse onde chegou em 2009 e sabemos que não temos outro no elenco que consiga conjurar todas as suas características. Poucos conseguem motivar o grupo em prol de um motivo maior e ainda por cima mostrar serviço em campo. De uma forma geral, não necessariamente nesse momento.

Do outro lado, temos o administrador, o cara que manda e precisa mostrar quem manda, muitas vezes tendo de, pra isso, punir jogadores para dar o exemplo.

Mas e aí, como fica quando os dois batem de frente? Dependendo do caso, dependendo da situação e do jogador, a torcida fatalmente ficará do lado dele, e não do dirigente. É claro. Afinal, quem ganha os jogos é o cara que está na linha de frente, e não quem está na retaguarda. A retaguarda apanha pelas decisões ruins e pelas derrotas.

Eu confesso que não fiquei contente de saber que Pet poderia ser eliminado do elenco por causa da discussão com Braz. Acho que ele fez mais pelo time que o responsável pelo futebol do clube. Desculpe, talvez seja uma percepção apaixonada, mas torcida é assim. Não dá pra discutir.

Hoje li no Globoesporte.com que Braz foi dissuadido pelo departamento jurídico, que explicou o quanto seria custoso para o Flamengo abrir mão do atleta.

Mais uma vez, o Mengão pode ter sido salvo pela interferência pragmática dos advogados. Foi assim quando Pet chegou e está sendo assim novamente.

Posso estar errada, mas estou satisfeita que alguém seja capaz de agir sem emoção nessas horas.

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