sexta-feira, 16 de março de 2012

Tetesto empates

Esse seria um resumo honesto pro gosto amargo que ficou na boca com o jogo do Fla contra o Olimpia. Empates são sempre odiosos, a não ser quando o destino inevitável é mesmo a derrota.

Só que dava pra ter ganhado, né? Porque o Fla abriu uma vantagem obesa com o 3x0. O segundo tempo foi só pressão rubro-negra, mas aí parece que acontece alguma coisa e o time deixa os paraguaios empatarem em coisa de 15 minutos.

Legalzíssimo, sabe? Tudo parece ir bem, até a entrada do Negueba parecia ter uma super justificativa estratégica, já que vários jogadores do Olímpia estavam amarelados e o jogador poderia facilmente conseguir sofrer falta e garantir uma expulsão no adversário.

Rá.

Pois foi Negueba entrar e levar um amarelo por pé alto. Vai pro inferno, né?

É tipo massa de bolo, que sua avó falava que desandava se trocasse a pessoa mexendo, ou se mexesse pro sentido contrário. Vai tudo bem até ir muito errado.

Em considerações positivas, Thomás pareceu bem menos perdido em campo do que no jogo contra o Flu. Galhardo também. Gostei muito do Luiz Antonio e confesso que fiquei impressionada com a partida que fez Ronaldinho.

É daqueles momentos irritantes em que você pensa por que cacetes ele não joga sempre assim? E não me venham com essa de que as vaias incentivaram, porque o salário (atrasado, que seja) dele deveria ser motivador suficiente. Ou vergonha na cara, sei lá, né?

Agora... Nossa defesa continua uma piada, confere, produção? Que pena que Paulo Victor não estava tão inspirado quanto no domingo. Ok que o time paraguaio foi bem mais preciso em suas finalizações que o Flu, mas se o arqueiro estivesse com um tiquinho mais de mágica, hein? =/

Difícil é não pensar na última Libertadores a que chegamos com Papai Joel. E olha que na época ele era um melhor treinador e nós tínhamos um time mais legal. Ficou só o ranço, aquele gostinho de falta de compromisso, traição e abandono. Sim, tipo novela mexicana, bem dramática e que deixa cicatrizes.

Tô naquelas de esperar que ele se prove e conquiste meu amor novamente.

Só que a ciência já provou que voltar com ex é uma das maiores furadas da vida. E agora, Joel? Pra onde vamos?

quinta-feira, 15 de março de 2012

ai ai ai

Meu pensamento ontem aos 45 do segundo tempo: podíamos ter ganho por mais de 2 gols de diferença, evitando o jogo da volta, mas pelo menos ganhamos e vamos para o próximo com tranquilidade.

Eis que quando meus olhos cansados já praticamente se fechavam, um contra-ataque adversário expõe nossa falha defensiva e o Treze (pois é) me faz um gol...

É demais pra uma quarta-feira quase meia noite...

Sem mais comentários.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Heleno - uma carioca na pré-estreia de SP

Confesso que estava doida pra ler o que a Camilla tinha a dizer do filme, não só por ela ser a botafoguense do time, mas porque ela, como as outras Lulus, viu a pré-estreia no Rio.

Como assim? Bom... Primeiro, eu fui sozinha no evento de São Paulo e isso já aguçou meu senso de observação e me peguei prestando muita atenção no povo que estava na mesma sala que eu.

Coisa curiosa daqui é que a galera precisa gostar muito, mas muito de futebol pra ter uma visão menos cretina do Botafogo. Eles acham que é um time pequeno, não conseguem entender que o alvi-negro faz parte dos 4 grandes. Não me perguntem por que, mas já tive várias discussões sobre isso. Pois é, volta e meia me pego defendendo os adversários, olha que coisa.

Daí que percebi que minha impressão foi super diferente da que a Camilla teve. Senti que seria necessário você realmente gostar de futebol pra aproveitar ao máximo o filme. Sim, eu sei que o esporte não é o foco da narrativa, que se concentra bem mais na vida pessoal do atleta, mas pra mim isso é a mesma coisa que querer curtir a poesia de Bandeira sem saber da vida dele. Não dá.

Heleno respirava futebol. Mais que isso, respirava o Botafogo. E boa parte de suas escolhas ruins (no que tange à doença que ele se recusava a tratar) estava direta e assustadoramente ligadas a essa relação louca que ele tinha com sua paixão.

Rodrigo Santoro me assustou com sua atuação. O elenco todo estava muito bem, mas ele fez juz ao título de protagonista. Sua performance foi realmente absurda. E eu, chorona como sou, me peguei aos prantos vendo o sofrimento da personagem.

E estar no meio de tantos paulistas sem referência da história do Glorioso me chocou um pouco. Sabe o efeito Tropa de Elite, em que o público sai repetindo as frases de efeito do Capitão Nascimento? Pois é. Foi bem por aí. Tudo que Heleno falava do alto de sua loucura eles repetiam em tom de piada, como se não passasse de um texto. Apreciaram o aspecto técnico com filme, que realmente é impecável, mas não se aprofundaram em nada.

Como a Camilla disse, a história é rica. Curioso como um filme sobre um jogador de futebol que quase não mostra nada do esporte em si, mas só dos bastidores sob o ponto de vista dele acaba demandando certa bagagem para realmente tocar as pessoas.

Talvez tenha dado azar, de repente minha sala era a dos idiotas, mas fiquei muito feliz de ser carioca e conhecer o Botafogo pra poder aproveitar bem a experiência de Heleno.

Saí apaixonada por tudo. Especialmente por Rodrigo Santoro.

Parabéns a todos os envolvidos e obrigada ao pessoal da Kindle, que tão gentilmente nos convidou para esse evento super bem organizado. ;)

Recomendo o filme a todos que gostam de futebol e a quem gosta de bons filmes. Mas fiquem avisados. É pesado.

Heleno - o filme

E assim chegamos ao nosso terceiro posto sobre filmes aqui no Clube (pelo menos é o meu terceiro...). Começamos com o excelente filme sobre Mario Filho, do cineasta Oscar Maron Filho, flamenguista gente boa que infelizmente perdemos no final do ano passado.
Seguimos com o concorrente ao Oscar O "Homem que mudou o jogo" (este sobre outro esporte, o baseball).

Seguimos agora com "Heleno", sobre o grande jogador alvinegro das décadas de 30 e 40. Quarto artilheiro de nossa historia, apesar de ser um verdadeiro crack (como se escrevia na época), ficou mais famoso por seu temperamento explosivo e sua personalidade marcante.

Com uma atuação marcante de Rodrigo Santoro e bela fotografia, o filme vai decepcionar aqueles que esperam um filme sobre futebol. Há pouquissímos lances do esporte e o foco é muito mais na vida pessoal do jogador. Vida essa que rende, sim, uma grande história. Uma história que merece um filme e até mais que um, na minha opinião, pois saímos do cinema envolvidos e querendo saber mais sobre personagem tão apaixonante.


Nesse caso não corremos o risco de spoiler, afinal, o tema é histórico e o destaque é a forma como a trajetória foi contada. Todos sabem que o fim do jogador foi triste, marcado pela doença e por nunca ter conseguido um título pelo seu clube querido, o nosso Glorioso. Em suas palavras numa das ótimas cenas de bastidores, Heleno afirma "Eu não sou jogador de futebol. Sou jogador do Botafogo". Em um tempo em que os jogadores saíam, bebiam e fumavam, ele talvez tenha sido o primeiro "bad boy", que afirmava não precisar treinar e encarava a todos de frente. Um homem de paixões inflamadas. Apesar da profissionalização dos atletas de hoje, muitas vezes vemos posturas frias e apáticas e sentimos falta do envolvimento maior de outras épocas.

Uma cena em particular me deixou (e sei que também tocou a Lívia) ávida por um filme sobre João Saldanha. Quem sabe não me arrisco? Afinal, eis aí outra bela vida que merece ser explorada na telona. Aliás, existe um documentário sobre ele, será que consigo encontrar? Foi exibido no Cinefoot do ano passado (se não me engano), porém não pude assistir.

Bem, como já disse, os realizadores decidiram por focar em alguns aspectos e senti falta de outros, porém, trata-se de um bom filme. Afinal de contas, não é todo mundo que gosta do esporte, mas quem não gosta de uma boa história? Vale a pena ver e se envolver nessa narrativa.

E para quem gosta de Botafogo, vale dar uma entrada no site do clube, com uma bela homenagem, e conferir informações sobre a exposição em homenagem ao Heleno, que rola durante o mês de março. Eu vou!

terça-feira, 13 de março de 2012

E ele se foi

Eu pretendia escrever amanhã com calma sobre nossa ida hoje à pré estréia de "Heleno". Ou sobre os últimos jogos do Vasco, tanta coisa pra falar (e outras mais pra reclamar).

Mas não posso ignorar a alegria: ele se foi. Da CBF, do Comitê da Copa, talvez eu sonhe muito, mas das nossas vidas.

Trocamos 6 por meia dúzia? Talvez.

Mas eu certamente durmo mais tranquila hoje sabendo que ele não tem mais tanto poder em suas mãos.

domingo, 4 de março de 2012

De volta (a vascaína, não o Teixeira!)

Bom, eu sei que devo explicações, afinal, são meses de sumiço, nada do Gigante por aqui (tô parecendo aquelas chatas que só aparecem quando é pra falar mal, já que ano passado eu tava aqui fazendo piada do time)... mas gente, isso lá é motivo pra me comparar logo com o senhor Teixeira? Nada disso, sem ofensas! Não, eu não sumi pra renunciar ao meu posto, eu só me enrolei na vida! E mais: eu estou disposta a dar explicações, tá?

Mas já que foi feita a comparação com o ser (e sim, fui eu mesma que fiz, porque eu realmente acho que a vida pode ser uma metáfora do que acontece no mundo do futebol), vamos falar dele: o que está acontecendo com o senhor Teixeira?

Podem falar que ele tá só de graça, que nada vai mudar. Amigos, se tem uma coisa que quase 10 anos de estudo na área de História me ensinou é: tudo muda. Tudo tem sua hora nessa vida. Aquele governo autoritário que parece eterno? Uma hora ele cai. O sistema uma hora cai. Vem outro no lugar, talvez até pior, mas o meu ponto é: tudo chega ao fim nessa vida. Até essa zona na CBF e na FIFA, nem que pra isso as próprias entidades tenham que acabar. Uma hora senhor Teixeira vai ter que deixar a mamata, seja por rabo preso, corrupção, morte.

Só que eu acho que essa hora não chegou, infelizmente. Ele pode até estar enrolado na própria rede de favores e corrupção que fez, mas não acho que isso vai ser suficiente pra derrubar o homem (pelo menos não agora). E digo mais: se ele cair, entra quem? Vai mudar, vai melhorar?

O mundo do futebol (do esporte em geral) tem uma peculiaridade: não ser levado a sério. E tá aí o grande inimigo. Enquanto continuarmos ignorando que o esporte é um espaço político, ele vai continuar essa zona. Enquanto acharmos que "futebol não é coisa séria", a CBF vai continuar na lambança, no roubo. Achar que a FIFA é só uma "entidadezinha" dá a ela a liberdade de gerar bilhões de dólares sem nenhum controle. Senhores como Teixeira e seus amigos querem mais é que tudo continue assim. Quanto menos a sério a sociedade leva o esporte, mas cheio fica o bolso deles.

Vou fazer uma comparação bem exagerada, mas lá vai: vejo tanta gente enchendo a boca pra reclamar que não é democrático que Hugo Chávez continue se reelegendo (através de eleições democráticas). Ok, eu concordo. Mas é democrático Teixeira no poder desde 1989? Grandona, na Argentina, desde 1979 (ainda em ditadura)? Claro, são entidades privadas e tudo mais. Porém, isso não isenta que elas tenham um poder incrível na sociedade, que devam ter controle e regras. E sabe por que aceitamos isso, achamos normal? É o autoritarismo que temos dentro de cada um de nós. Voltando à metáfora, a CBF é um belo de um reflexo da nossa sociedade, das relações de poder, corrupção, tudo isso.

Outro dia conversando com o tio Maraca -falávamos da suposta entrega do resultado do Atlético MG contra o Cruzeiro na última rodada do Brasileirão 2011- ele disse: "Se eu acreditar que o futebol é essa maracutaia toda, eu desisto dele". Tá aí uma coisa que eu não tiro da cabeça desde aquele dia: será que todo esse envolvimento acadêmico, meter o dedo na ferida, tá me tirando o encanto? Será que eu tô quase desistindo?

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

O manto 2012

Não quero refletir sobre essa história de Centenário, porque né? Mas achei muito legal essa ação pra entregar o manto pra alguns flamenguistas.

Mesmo que não tivessem ~materializado~ a coisa, quem é rubro-negro sabe BEM que o manto vem com torcida. E que a torcida entra em campo e faz diferença mesmo quando o time não faz.

Chore, torcedor. Tá liberado. =)


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

ZZZzzzzZZZzz

Ontem os jogadores não estavam com sono, pois corriam como loucos pelo gramado. Quem ficou com sono foi o torcedor, que não via essa correria resultar em nada. Bolas perdidas, cruzamentos ineficientes e a ausência de um jogador que definisse a partida.

Com Andrezinho e Loco meia bombas e Maicosuel suspenso, faltou cadência e objetividade ao time. Com chutões e outras medidas desesperadas desde o início do jogo e falta de quem revertesse esse "esquema" de jogo, só mesmo o amor pra deixar a gente prestando atenção na partida. Do outro lado, um time que ia por um caminho semelhante. Resultado: um jogo muito chato de assistir, apesar de corrido. Sinceramente, a outra semi-final teve mais futebol do que a nossa (pelo menos no primeiro tempo, que eu assisti).

E assim vamos, joguinho marrom, um empate que me pareceu justo e derrota nos penalties merecida. Um dia ruim? Pode ser. Mas um time que está somente lutando pelo carioca nesse começo de ano precisa começar a ter mais dias bons.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

De fora!

Pois ontem perdemos a vaga na final do fantástico campeonato Carioca para um Vasco que quis mais do que nós.

Tem um tempinho já que o Gigante vem fazendo o seu em campo. Ano passado mesmo eu apostei neles pra campeão do Brasileirão. Não vou entrar no mérito do que de fato se concretizou, muita, muita preguiça.

Pra variar, vi o jogo num link que dava dó, de tanto que soluçava. Melhor que nada, eu sei, mas cansa um tiquinho, sabe? Sinto falta de poder ver numa TV, ou mesmo de ter uma banda que suporte o tranco. Em vez disso, só posso lançar a campanha "adote uma flamenguista em SP e a convide para ver o jogo do Fla numa TV de verdade". RT e Share dos broders, tá galera? Tenham dó de mim, esse vício é difícil. =)

Considerando a inconsistência do que eu pude assistir, vou me privar de comentários muito detalhados sobre a performance de cada jogador. Quero falar só de uns poucos.

Por exemplo, Felipe. Alguém me explica por que DEMÔNIOS o infeliz mão de alface espalmou a bola pra frente? Não precisa nem ter diploma do primeiro grau pra saber que, se você faz isso, só facilita o rebote de um time que tem coordenação motora mínima, né? NÉ?

E, obviamente, Deivid. DEIVID. Como, me digam, ele conseguiu perder aquele gol? Daí vieram comentários do tipo "ah, mas ele tava bem na partida" ou o que me parece ter sido uma declaração do próprio jogador, afirmando que, apesar de estar há 19 meses sem receber, ele ainda joga e foi artilheiro do time no último campeonato.

Olha... Não acho certo deixar o cara sem receber esse tempo todo. Eu já estaria me prostituindo pra pagar as contas, sei lá. Mas nem vem. Vai dizer que tá jogando pra cacete por amor à camisa? Que faz muito pelo time? PLEASE! Ou, como diz a outra lá, RELLOOOOOOU!!! Se foi artilheiro do time, só posso lamentar o lixo que o resto estava apresentando em campo. Porque, olha...

E o gol perdido nos custou muito. É claro que uma burrice daquelas abala um time. E o Vasco, já querendo muito, só terminou de correr atrás. Fez por merecer o apelido ~time da virada~.

Declarem o que quiserem, que ainda estão vivos, que essa derrota não foi nada, tanto faz. Contemplem essa asneira e me digam: se o Fla não conseguiu nem chegar à final do CARIOCA, vai fazer como em campeonato de gente grande?


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

O ano rubro-negro

Ontem foi daqueles dias bem pra baixo, em que você questiona muita, muita coisa e chega até a desacreditar de outras tantas. Mexendo no meu computador, achei gravado o documentário 1981: o ano rubro-negro, que passou na ESPN e decidi que era daquilo que precisava.

Mal sabia eu o quanto estava certa.

Mesmo que vocês já tenham visto, vou explicar do que se trata, pra vocês entenderem a catarse contida aqui.

O filme conta a trajetória do Flamengo rumo ao Mundial, desde antes da contratação de Claudio Coutinho até a montagem do time que conquistou Tóquio.

Dá pra ver os gols dos jogos da campanha e ouvir ícones como Junior, Zico, Adílio, Leandro, Andrade, Rondinelli, Nunes e Raul falando sobre como foi tudo. Como o time já começou a treinar de um jeito diferenciado que viraria referência para as gerações seguintes, como eram unidos e como o Flamengo era muito mais que um time.

Bem diferente dessa coisa de beijar camisa e declarar amor eterno, amor verdadeiro que vemos hoje em dia.

É impossível ficar de olhos secos vendo esse filme, especialmente quando Leandro declara que falar do Fla é muito difícil porque dá saudade. Sabe aquela palavra que não dá pra traduzir pra outras línguas? Então. É tipo explicar o rubro-negro. Não dá. Uma vez eu tentei com o gol do Pet. Mas sempre vejo que dá pra contar aquela história de um jeito sem graça, ou achar uma outra que emocione muito mais.

Amor não se explica, se sente. Sabe? Pois é.

Marca também a história do Peu, que, vítima de uma brincadeira do time sobre não poder entrar no Japão de bigode por não ter autorização prévia, correu para o banheiro do avião pra raspar os pelos do rosto. Disse que não era por causa de um bigode que ele ia ficar de fora de um Mundial.

Hoje as pessoas deixam de treinar, de jogar, de existir por conta de uma ressaca. Comprometimento pra que, né?

A mágica do Fla de 81 era pra muito além de ser o melhor time do mundo. Eles foram uma referência de grupo, de "Best place to work" (ou to play, quem sabe), uma referência de integração, sinergia e todas as palavras bonitas que a gente de marketing adora usar. Ou, buscando um jeito mais ~humano~ de explicar, aqueles caras sabiam bem o que era o lance de "quem tá junto, tá junto". Em campo e fora dele. Por isso ganharam.

Era aquela dose de acreditância (sim, inventei uma palavra) que eu precisava ontem. Uma versão de conto de fadas para uma garota pouco ortodoxa como eu.

E agora já tenho o especial do EE pra assistir também. Se eu chorar metade do que chorei com esse, acho que vou precisar estocar isotônicos em casa, porque pretendo rever bastante tudo isso...

=)

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Primeiro Clássico

Finalmente assisti um jogo do Fogão esse ano.

Além do tempo escasso, um time que não se renovou do ano passado para cá e um campeonatinho sem graça não estavam me estimulando a deixar de fazer outras coisas pra acompanhar os jogos. Imagino que muitos torcedores estivessem nessa situação, ainda de "ressaca" pela não participação na Libertadores, ou melhor, pela forma como o time abandonou essa possibilidade no ano passado.

Acompanhei o início do jogo pelo rádio, depois migrando para um bar lotado de foliões e urubus, de modo que a concentração foi atrapalhada. O que deu pra pegar foi mais um clássico em que tivemos muito mais chances que o adversário, porém não conseguimos marcar gol, ou seja, transformar essa superioridade em resultado.

Gostei muito da participação do Andrezinho, chegando sempre (ou será que é porque de longe ele é mais fácil de identificar?). Achei que o time estava até bem organizado e motivado, mas... se isso não se traduziu em vitória, o Oswaldo precisa rever o esquema. Deixar o Loco isolado na frente pode ser o problema. Só tentando outros modelos para saber o que funcionará. Fato é que algo deve ser feito.

Por hoje é isso.

Super Boring

Ontem foi a grande final da NFL, o Super Bowl, um esporte que só não é o mais estranho porque existe o beisebol.

Juro que me esforço pra entender, mas quando você acha que já está entendendo alguma coisa, aparece algo bizarro, que te faz voltar à estaca zero.

Eu até entendo todo esse auê que alguns tupiniquins fazem por conta desse evento ianque. É uma coisa estrondosamente grande, com direito a show da Madonna e tudo mais de grandioso que houver neste planeta.


Mas eu não consigo acompanhar, especialmente por conta das milhões de interrupções publicitárias ou até do próprio jogo mesmo, coisa mais insuportável e brochante, meu! Ouvi hoje na Band News que esse é o único evento onde as pessoas assistem por conta dos comerciais, especially made para o tão grandioso dia.

Isso, pra mim, só serve para evidenciar o quanto somos amadores no que diz respeito a mega-eventos esportivos, especialmente na nossa prata da casa, o futebol. Não sei se por conta da ausência de um jogo que seja "A final", ou se por conta de uma ingenuidade quase pueril dos "cabeças" que mandam e desmandam.

Por exemplo: Os ingressos deste Super Bowl, comprados pela distribuidora oficial, variaram entre US$ 600 e US$ 1.200. Em frente aos portões do Lucas Oil Stadium, os poucos cambistas que circulam pelo local negociam entrada para a grande final da NFL a partir de US$ 3.500 dólares. O valor é mais que o dobro das últimas duas decisões da Champions League (Inter de Milão x Bayern de Munique, em Madri em 2010, e Barcelona x Manchester United, em Londres em 2011), onde ingressos eram negociados por mil euros nas mãos de cambistas (Fonte: ESPN).

Realmente, para um esporte que é considerado a paixão nacional não só aqui no Brasil, acho que o futebol é mal explorado sim.

Só não sei se isso é bom ou ruim...