quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Nilton Santos

Hoje me atropelou a notícia da morte de Nilton Santos.

Me lembrei que recentemente olhei para a estante de livros e vi "Minha bola, minha vida", biografia dele, e pensei em começar a leitura. Porém, como tenho uma pilha de livros me esperando, decidi deixar para lá. Agora penso que talvez devesse ter furado a fila para poder fazer hoje uma melhor homenagem, então peço desculpas e fico devendo a resenha.

Me acostumei à fama do lateral esquerdo, nosso grande ídolo. O enciclopédia do futebol, jogador de um futebol de toques finos, inteligente, que não apela para a violência. Vídeos, fotos, relatos em livros e conversas com os mais velhos povoavam meu imaginário de pequena alvinegra. Volta e meia, uma matéria na imprensa ou uma homenagem no clube. Não vi Nilton Santos jogar, mas me orgulho da camisa mais bonita que tenho do Fogão, em sua homenagem. Aquele velhinho já frágil que sempre tinha coisas inteligentes e simpáticas para falar, dando aquela curiosa saudade dos tempos que não vivemos, em que um jogador vestia apenas a camisa de seu amado clube (e a da seleção nacional).

Talvez não fossem os tempos, afinal, outros jogadores profundamente apaixonados e identificados com os clubes não podem dizer que jogaram apenas por eles. O próprio Heleno, que se dizia "jogador do Botafogo" (e não de futebol) não tem em sua história essa marca. Bem, o objetivo aqui não é desmerecer outros craques, mas sim engrandecer Nilton Santos. Dizem que João Saldanha tinha grande afeição por ele, pela inteligência, racionalidade e, sobretudo, sensibilidade.  (fonte: João Saldanha, uma vida em jogo)

De tanto, ler, ver e ouvir falar por aí, eu, e creio que muitos outros torcedores da minha geração, criei uma enorme afeição pelo ex-jogador. Algo mais do que admiração, um carinho mesmo. Mesmo sendo ainda hoje considerado o melhor lateral esquedo que já existiu, não se tornou um mala que só abre a boca para falar de si e nunca perdeu de vista sua paixão pela bola. Um cara que jogou ao lado de Garrincha, Didi, Quarentinha. Que aconselhava o próprio João Saldanha. E que era também aquele "vovô" fofinho que frequentava o estádio, depois passou a ser visitado pelos jogadores na casa de repouso. Virou uma figura próxima. Difícil de explicar.

Na bonita homenagem no site do estadão, descobri mais essa: "Numa época em que os esquemas de jogo eram bem diferentes dos atuais, com apenas três defensores incumbidos de marcar todos os avantes adversários, Nilton Santos criou seu próprio jeito de levar vantagem sobre os adversários, mesmo se estivesse de costas para eles.
Para tanto, usava até mesmo o sol a seu favor. "Eu ia tocando a bola (e observando). Quando a sombra chegava, sabia que era o adversário. Eu passava o pé por cima da bola e voltava", lembrou em entrevista à TV Globo, em 2004."

Para terminar, um trecho do livro Futebol ao sol e à sombra, do historiador Eduardo Galeano, que narra episódio ocorrido na Copa da Suécia, em 1958:
“Foi no Mundial de 58. O Brasil estava ganhando de 1 a 0 contra a Áustria. No começo do segundo tempo, Nilton Santos, o homem-chave da defesa brasileira, chamado de Enciclopédia pelo muito que sabia de futebol, avançou, partindo de seu campo. Abandonou a retaguarda, passou a linha central, esquivou um par de adversários e continuou seu caminho. O técnico basileiro, Vicente Feola, corria também pela lateral do campo, mas do lado de fora. Suando em bicas, gritava:
- Volta, volta!
E Nilton, imperturbável, continuava sua corida para a área adversária. O gordo Feola, desesperado, agarrava a cabeça, mas Nilton não passou a bola a nenhum atacante: fez toda a jogada sozinho, e culminou-a com um golaço.
Então, Feola, feliz, comentou:
- Viram só? Eu não disse? Este sim, sabe!”

fonte: lpm-blog.com.br 

Não fico triste pelo ídolo, que viveu 88 anos, protagonizou momentos de ouro da história do futebol mundial e alvinegro e convivia há alguns anos com uma doença degenerativa. Hoje a pelada no céu vai ser boa!

Além do bom sentimento que nutrimos por figura tão querida, a dor maior é saber que não veremos outro jogador como este. Os tempos são outros, os valores são outros. Nilton Santos é único.



terça-feira, 26 de novembro de 2013

1001 motivos para amar Seedorf - parte 3

13 - Por bater de frente e dar uma aulinha ao mala do galvão e companhia no programa deles.
Tóin! Veja o vídeo para entender a diferença entre quem entende e quem acha que sabe tudo.

http://sportv.globo.com/site/programas/bem-amigos/noticia/2013/11/para-seedorf-paulo-henrique-ganso-sofreria-com-marcacao-na-europa.html#canal-sportv

E termina com toda a sua classe, dando a dica pro colega: vai pra Europa se desenvolver, Ganso!

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Só pode haver um!

Eu não acredito em viagens no tempo, mas tem momentos na vida em que a emoção evocada é tão forte que consegue te levar novamente a um outro momento, um outro dia, em que você foi muito, muito feliz.

Ou triste.

Nesse caso, feliz.

Estava voltando de Maceió pro Rio, voo com escala em Brasilia. Sentei com minha amiga perto do portão 11, onde estava previsto o embarque.

Observava o relógio pra ver se dava tempo de tomar um café ou coisa parecida e, enquanto não conseguia me decidir, uma figura inesperada se materializa diante dos meus olhos.

Ronaldo Angelim.

O Magro de Aço.

O autor do gol do título.

Meu Deus.

Eu tenho o sonho de conhecer poucos ídolos nessa vida. Conhecer daquele jeito meio infantil, de criança que imagina como seria linda a vida se ganhasse AQUELE brinquedo caro. Um deles, é claro, é o Zico. Júnior também figura na lista. E Angelim estava nela. Leonard Nimoy seria outro nome, mas isso não vem ao caso agora.

Só Deus sabe o quanto eu chorei com aquele gol, com aquele título.

O dia em que vi Júnior parado em um bar, numa esquina de Copacabana, entendi que morro de pavor de abrir a boca perto dos meus ídolos do futebol. Fui e voltei umas 4 vezes antes de optar por seguir meu caminho.

Eu sabia que só conseguiria dizer MEU DEUS EU TE AMO. E o abraçaria e choraria até alguém resgatá-lo, coitado.

Mas lá estava Ronaldo Angelim e sua aura modesta e simpática e próxima.

Pulei da cadeira.

MEU DEUS TIRA UMA FOTO COMIGO!

Coitado.

Ele disse "claro" e eu sabia que estava sorrindo mais do que a boca.

Comecei a tremer e a chorar, nervosa.

Pra mim, era 2009. E ele tinha acabado de cabecear aquela bola.

Meu Deus, Ronaldo Angelim!

Ele me olhou com aquela cara de quem pergunta "ficou boa a foto?", mas eu mal conseguia falar.

Apertei sua mão e disse "Obrigada!".

Acho que ele pensou que foi pela foto.

Mas foi por aquele gol.

Foi por aquele título.

Porque, vocês sabem, só existe um Ronaldo.


quinta-feira, 24 de outubro de 2013

adeus à Copa do Brasil

Oi,
vou chover no molhado e perguntar o que todo mundo está perguntando: foi para isso que poupamos os titulares e deixamos de ganhar 2 pontos no brasileirão?

Ontem ganhou o time que certamente não é o melhor dos dois, mas sim o que estava mais a fim de ganhar, com destaque óbvio pro homem-gol deles.  Do nosso lado reinou a apatia e não entendi o motivo disso, mas também não importa. Jogo jogado e perdido. Só espero que a goleada pros mulambos não abale o time nos jogos que nos restam esse ano.

Acho que podemos dar adeus a qualquer possibilidade de título ainda esse ano. Acho no sentido de tenho certeza.

...

Como é bom morar em São Paulo nessas horas. Aqui só se fala no penalty que o Pato perdeu!


sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Agora um assunto bobo

Tava assistindo ao jogo do Brasil contra Zambia essa terça-feira e percebi que tinha uma coisa me incomodando. E essa coisa era o modo como alguns jogadores usam a camisa da seleção.

Assim, com a gola levantada.

Não é porque eu ache cafona usar qualquer camisa assim. Eu realmente não acho legal, mas cada um no seu estilo, né? O que não tava agradando era usar o uniforme do nosso país assim.

Pensei naqueles técnicos que não permitiam cabelos longos para seus comandados (exceção feita ao grande João Saldanha, que explicou seus motivos para que eles "aparassem a grama") e como isso é arbitrário.

Vou preservá-los de minhas críticas a sentimentos nacionalistas, mas apesar de certas convicções pessoais, não pude deixar de pensar que aquilo estava errado. Aquela não deixa de ser a seleção da CBF, entidade privada, mas aos olhos do torcedor e até dos jogadores (eu imagino), aqueles atletas estão ali representando o Brasil (não vamos perder tempo aqui relativizando essa noção de nação, já que não é o assunto).

Então... resumindo. Não custa usar o uniforme direitinho. Esse não é o espaço para cada um aparecer com seu senso de estilo único. Quer aparecer, faz um gol, uma jogada bonita. Capricha no terno de bolinha quando for receber um prêmio. Mostra toda a sua malemolência no programa da Angélica. Só usa a roupa da seleção brasileira do jeito que tem que ser usada, pois, feia ou bonita, de algum jeito, as pessoas se sentem representadas pela indumentária.

Daqui a pouco aquilo vira abadá de camarote vip de cervejaria, cada um customizando seu modelito! Não, né?

Por mais careta que seja, abaixa essa gola!

Dúvidas

Ontem fui dormir de cabeça quente após a derrota para o Vitória.

E não foi pelas oportunidades perdidas do Lodeiro e do Rafael Marques. Além do resultado em si, uma dúvida me assolou (apesar de não ter chegado a me tirar o sono).

Desde o começo do jogo, quando o Nico perdeu aquele gol que seria lindo, apesar do Vitória estar marcando bem, todo todo mundo percebeu que tinha espaço pra marcar. Além de passes errados, faltava competência pra finalizar. Logo no comecinho pensei no Hyuri, o menino salva-pátrias. E ele estava no banco.

Lógico que eu não acompanho os treinamentos e não sou treinadora, mas estava me apoquentando o juízo a falta de ação do Oswaldo nesse sentido. O menino com faro de gol no banco e ele não mexia em nada.

Quase ao final da partida (sério, me irrita alteração aos quarenta do segundo-tempo que não seja para ganhar tempo...) ou mais para o final, anyway, ele coloca Henrique e depois Alex. Aí fiquei pensando se o Hyuri pode estar com algum problema, tipo se achando muito, e o técnico não quer dar muita moral pra ele. Ou se não tem jogado nada nos treinos. Enfim... o que pode ter acontecido pra ele não entrar num jogo que pedia por um jogador como ele: rápido e goal-oriented (essas expressões do mundo corporativo são quase sempre ridículas, mas essa é perfeita para o futebol).

Enfim, se alguém souber, me explica!

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Vitória para dar um gás

Em Campeonatos Brasileiros, já são 7 jogos ou 3 anos que o flamengo não vence o Botafogo.  Eu não aguentava mais ver empates e o resultado deste domingo foi um alívio.

Menino Gegê desponta como novo matador e aumenta nossa confiança na nova geração. Mas foi o belíssimo futebol de Seedorf e a contundente participação de Rafael Marques os maiores destaques.

Depois de afastar as críticas (inclusive minhas) com uma saraivada de gols, principalmente em clássicos, o atacante experimentou uma fase ruim e um jejum prolongado. Além do gol do desempate, ele deu alguns bons chutes e é nítida a sua alegria com a boa fase. Ele está até mais bonito! ou talvez sejam meus olhos, agora não mais zangados e sim aliviados, que percebam agora o sorriso do homem.

Agora, não tem como falar em sorriso e categoria sem citar nosso capitão. E continuando nossa contagem dos motivos para amá-lo vou citar mais dois:

13- seu belo sorriso

14- a jogada que resultou no primeiro gol, tanto o drible, quanto o passo dado do chão. Muito jogador novinho desistiria da jogada... mas ele não!

Aqui você pode apreciar a jogada e o gol.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Deveria ter sido melhor

Ontem Botafogo e flamengo jogaram pela Copa do Brasil e o resultado foi um nada previsível empate. Apesar de nos últimos tempos 2 a 2 ser o placar mais comum nesta disputa, o Botafogo certamente tinha o favoritismo dessa vez. Favoritismo não ganha nada... mas ninguém esperava um primeiro tempo com o adversário jogando fácil em cima da gente...

Saímos para o intervalo em justa desvantagem no placar. Felizmente, algo mudou no segundo tempo, mas não o suficiente para garantir a vitória. Não chegou a ser um jogo ruim, mas o time esteve bem aquém daquilo que pode apresentar, apesar da grande melhora na segunda etapa. Alguns jogadores estavam mal, outros sonolentos...

Se contarmos os últimos três jogos disputados (cuzeiro, baêa e framengo), uma tendência negativa de desempenho vem se confirmando. Uma goleadinha sobre a Ponte Preta viria muito a calhar agora.

Na Copa do Brasil, ainda temos mais um jogo para assegurar a vaga. Estando 8 pontos atrás do líder no brasileirão, é bom que na próxima partida o time venha com tudo para cima dos urubus. Afinal, queremos ganhar alguma coisa esse ano ainda, né?!

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Coisas do futebol

O jogo de ontem foi tenso, tensíssimo. Duas horas antes e meu marido sofria com a TPJF (tensão pré jogo do Fogão)...

Oportunidades de parte a parte, correria quase levando os jogadores de ambos os times à exaustão. O primeiro e o segundo colocados no campeonato em confronto direto. Tudo podia acontecer e infelizmente... o que aconteceu foi que:

Marcelo Mattos entregou pelo menos duas bolas ao adversário.
A nossa defesa bobeou e o adversário fez um gol bizarro no finzinho do primeiro tempo.
Seedorf errou bastante, inclusive um penalty.
O juiz deu um penalty muito estranho pro cruzeiro... e eles não perderam.
Eles marcaram bem, estavam ligados no jogo.
Elias parecia que estava de ressaca..

3x0 é um placar que costuma indicar uma grande superioridade do time vencedor. Considero que este placar de forma alguma traduz o que foi a partida. Mesmo com os erros, o Glorioso não merecia esse resultado, pois mostrou personalidade e teve, sim, muitos bons momentos. O início do segundo tempo foi todo nosso e o primeiro tempo inteiro foi pau-a-pau. Depois do segundo deles o caos começou a se formar...

No geral, porém, a derrota em si não chega a ser injusta. Ainda assim, de forma alguma decreta o fim de nossas chances ao título. As próximas rodadas (aliás, todas elas) serão cruciais e não é hora dos jogadores e nem da torcida quebrarem essa união em torno do nosso objetivo. Um passo de cada vez. A caminhada é longa!

Até um bom jogo pode terminar em desastre, só não podemos nos deixar abater.

Tomemos muito chá de camomila e suco de maracujá pra aguentar as emoções!

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Ninguém cala!

A última vez que escrevi sobre Botafogo por aqui, Rafael Marques mal fazia gols, Vitinho começava a aparecer como uma das opções de ataque e os gols no fim da partida eram sempre do adversário.

As coisas começaram a mudar. As coisas mudaram. Digo que não sou supersticiosa e de fato tento não ser. Mas quando percebi que minha aparente apatia era acompanhada de bons resultados, achei melhor continuar assim. Por outro lado, fui eu mesma que inventei de escrever em um blog sobre futebol, né? E por mais que futebol seja política, economia, sociologia, história... temas que tem dominado aqui (felizmente, pois a blogosfera precisa disso), futebol é futebol!

Então algumas poucas considerações sobre o jogo de ontem. Foi um jogo bom, porém tenso e as vezes até um pouco chato. Ao mesmo tempo foi emocionante e chato. Parece contraditório, né? Explico: o adversário marcava, fechava o jogo e jogava no contra-ataque a maior parte do jogo (exceto no início do segundo tempo, quando deu uma boa pressionada), então o jogo não era tão fluido. Por outro lado, tivemos chances e ótimas jogadas e o coríntias também chegou com perigo algumas vezes, o que deu a dose de emoção.

O que deixou o jogo tenso foi o nosso gol que não saía, além do que pareceu ser um quase gol contra de Edílson, que ao fim do jogo se redimiu com passe de craque para o gol deo menino iluminado Hyuri. Esse gol, que demorou quase 90 minutos para sair foi uma explosão de alegria sem tamanho. Alívio pelos três pontos, pela merecida vitória (que nem sempre sai) e por nos manter pertinho ali do cruzeiro, cujas chances matemáticas são mais ou menos o dobro das nossas.

Li por aí críticas ao Seedorf. Discorodo. Apesar de não ter feito o gol naquele ataque em que o Cássio se via fora do gol e ter perdido um voleio, seu posicionamento e toque de bola foram sempre ótimos. Dá gosto de ver. O destaque negativo foi o Lodeiro, que errou muita coisa. Bem, nem quero fazer análises individuais, porque o que importa agora, como vem sendo frisado por todos, é o grupo, unido pela vitória.

O botafoguense é um desconfiado por natureza, é aquele que só comemora depois do apito final. Mas motivos não faltam para otimismo. Eu acho que não é por falta de otimismo e nem pelos altos preços dos ingressos e nem por protesto contra a suspeitíssima e infeliz privatização do new maraca que a torcida não tem comparecido em peso. Eu acho que é a superstição. Nosso lado estava lotado ontem (apenas a parte cuja renda destina-se ao clube, ali atrás do gol), mas o resto do estádio não. Quem tem ido, acho eu, são aquelas pessoas com costume de ir aos jogos (se não tivesse morando longe, lá estaria eu), enquanto a sofá-fogo vai torcendo de casa.

Bem, é puro achismo... posso estar errada, mas não estou nem aí!

Aliás, acho que tem gente na imprensa esportiva que escreve sem ver os jogos. Dizem por aí que o time não é nada demais... eu acho que eles não sabem o que quer dizer a palavra TIME.

Mas, tudo bem... eles não sabem diferenciar "adeus" de "valeu" e é por isso que não posso levá-los a sério, apenas lamentar que tantas pessoas ainda não tenham percebido que os especialistas no assunto não sabem de nada.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Os gritos do Maraca voltaram!

A vida tem dessas coisas: a gente nem sabe a saudade que sente de algo. Parece que a vida continua, que não afeta... até você ter de volta. Assim que eu me sinto com o barulho da torcida no Maraca.

Desde pequena moro bem pertinho, brinco até que é meu quintal. O pré-jogo sempre era aqui em casa, a vaga na garagem super disputada... uma deliciosa rotina de ser vizinha do "maior do mundo". E uma das coisas que sempre amei foi escutar o Maraca: a torcida, não importa o clube, ecoando pela noite. É de arrepiar.

E com as obras, claro, isso acabou. Como eu nem morava mais aqui, não percebi que não escutava mais nos dias dos jogos. E quando reabriu, eu não estava em casa. Foi só ontem, no jogo do Fluminense, que eu tive a deliciosa surpresa... De repente, aquele grito abafado, aquele arrepio e o sorriso no rosto: "pronto, agora sim é dia de jogo!". 

E hoje, mais uma vez, estou aqui escutando. Poucos sabem a deliciosa sensação de sair correndo para ligar a TV quando escutamos o grito e ainda conseguimos ver o gol. Dessas coisas que a física até explica, entrando na questão da velocidade da imagem e do som. Mas que, para quem é torcedor, só a paixão pelo futebol realmente é capaz de explicar a magia desses pequenos momentos!


quinta-feira, 25 de julho de 2013

A mais bela homenagem

Tem post que a gente precisa escrever assim: na emoção. Galo campeão das Américas. E a vascaína chorando muito.

Há quase um ano atrás, recebi uma notícia que ainda não consegui digerir. Meu querido tio Clido, nosso japonês, nos deixava depois de meses tão difíceis. Numa família tão grande e incrível como a minha, ser tão especial merece atenção. Tio Clido era uma paixão: divertido, irônico, e pai dos meus dois irmãos mais velhos. 

E tio Clido era, claro, atleticano. E passou esse amor aos seus filhos e netos. E eu tive o prazer de torcer com ele em alguns jogos. E foi uma das minhas referências de paixão ao futebol. E o futebol te devolveu toda essa paixão, tio.

Hoje, ele recebeu a maior homenagem que poderíamos imaginar. Hoje o Galo honrou seu nome, seu torcedor, o marido, pai, tio e amigo. Tio Clido, eu to chorando rios aqui, de alegria, imaginando esse seu sorriso imenso: ESSE TÍTULO É SEU! Te amo demais!!

GALOOOOOOO!